quinta-feira, 4, junho, 2026, 02:57
JUNDIAÍ

Antiga administração deixou R$ 33 milhões a menos no orçamento do transporte público em Jundiaí

A gestão anterior da Prefeitura de Jundiaí, comandada por Luiz Fernando Machado, deixou de R$ 33 milhões no orçamento previsto para o subsídio do transporte coletivo em 2025, valor que é considerado pela atual gestão como insuficientes para bancar o sistema.

Segundo dados disponíveis na peça orçamentária da Prefeitura de Jundiaí aprovada no final do ano passado, deveriam ter sido reservados R$ 91 milhões para garantir o equilíbrio do sistema ao longo deste ano, mas apenas R$ 58 milhões foram efetivamente alocados.

A diferença agora pesa nas contas públicas e afeta diretamente a política tarifária do município, segundo os atuais gestores, que buscam uma solução.

Eles dizem que o subsídio é essencial para que a população pague uma tarifa inferior ao custo real do serviço – a chamada tarifa técnica.

“A falta de previsão adequada por parte da antiga administração deixou a cidade com margem orçamentária reduzida para cobrir os custos do transporte. A situação acende um alerta sobre os impactos de decisões administrativas tomadas no final do mandato, e que reflete diretamente sobre o bolso da população”, disse um dos assessores da atual gestão.

 

Esclarecimentos sobre orçamento do transporte público (matéria veiculada pelo Jornal da Região , de 2 de julho de 2025)

Em respeito ao munícipe pagador de impostos, esclarecemos que a matéria sobre o orçamento do transporte público tem cunho exclusivamente político. Não há rombo nenhum no orçamento, mas incompetência no seu manejo.

Ele é 1% menor do que o do ano passado.

Portanto, trata-se de uma narrativa repetida pela atual gestão de que “todos os problemas são de responsabilidade da gestão anterior”, e que os órgãos de imprensa que recebem dinheiro público para veicular as campanhas da Prefeitura se obrigam a publicar o texto preparado pela assessoria oficial.

Contudo, nós que estivemos à frente da gestão municipal, de 2017 a 2024, temos clareza de propósito do papel do gestor municipal e não nos esquivamos da transparência.

Foi assim que fizemos nosso trabalho nesse período, pautado sempre pela seriedade e esforço contínuo para melhorar a qualidade dos serviços.

Defendemos o subsídio no custeio do transporte público, porque ele é importante para mais de 100 mil passageiros que, todos os dias, utilizam o transporte público para se deslocar pela cidade, pagando uma tarifa mais modesta.

Não fosse o subsídio, a tarifa paga pelo usuário seria muito superior.

E a tarifa paga na catraca mais o subsídio definido no orçamento público é que sustentam o sistema de transportes na cidade.

Não há mágica; e, nesse caso, o governo federal não ajuda com o financiamento.

E não há transporte eficiente em nenhum lugar do mundo sem que sejam feitos investimentos permanentes na infraestrutura, na tecnologia, no conforto e na segurança do serviço disponibilizado à população.

Foi isso que fizemos ao longo do período que governamos a cidade.

Se pesquisarmos neste mesmo órgão de imprensa – JR, vai encontrar notícias desses investimentos e melhorias, assim como, também, apontamentos de problemas, que foram resolvidos.

Agora, a responsabilidade por manter o sistema funcionando é da atual gestão.

Portanto, é covardia afirmar que a responsabilidade é da gestão anterior e irresponsável reclamar que o orçamento é insuficiente, porque, em todos os anos, a dotação inicial para pagar o subsídio foi menor do que o necessário.

Mas, durante o transcorrer do exercício, promovendo-se o manejo responsável do orçamento – que foi o que fizemos, os valores eram suplementados para cumprir o papel de subsidiar o preço da passagem para o usuário. Frisamos que, em nenhum ano, nesse período, a Prefeitura atrasou o pagamento ou teve qualquer problema com a gestão desses recursos, tendo enfrentado tantas dificuldades como a atual escassez de recursos de agora, que é a realidade de todos os municípios brasileiros e não só de Jundiaí.

Para finalizar, se quiserem o caminho para resolver, pois, ao que parece, a cidade está sem rumo e os serviços estão sendo descontinuados por incompetência da atual gestão, basta que o gestor de finanças recorra ao artigo 4º da Lei nº 10.292/2024 (LOA), que autoriza o prefeito a abrir crédito suplementar até o limite de 10% (dez por cento) do total da Despesa, que, em 2025, é de R$ 4.285.826.500,00 (quatro bilhões, duzentos e oitenta e cinco mil, oitocentos e vinte e seis mil e quinhentos reais).

Ou seja, é possível suplementar R$ 428.582.650,00 (quatrocentos e vinte e oito milhões, quinhentos e oitenta e dois mil, seiscentos e cinquenta reais), que é mais que suficiente para cobrir a diferença que a Prefeitura vai precisar de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais) para pagar o subsídio em 2025, e ainda sobra um saldo mais que estratégico para manejar o orçamento do exercício.

É só ter vontade política de resolver e seriedade no trato da coisa pública.”

Assessoria de Imprensa de Luiz Fernando Machado

 

 

Rápido Luxo passa a cobrar mais pela passagem dos ônibus na região