Homem morre após tentar matar a esposa a facadas em Várzea Paulista
Um homem de 41 anos morreu na madrugada desta terça-feira (15) após tentar matar a esposa a facadas em um apartamento no Parque Guarani, em Várzea Paulista. Adriano Bezerra Messias foi baleado por um policial militar de folga que tentava impedir a agressão contra Micheli de Oliveira Santos, de 35 anos.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Várzea Paulista, pela equipe do delegado Daniel Ghetti do Prado, os fatos ocorreram na Avenida Bertioga, 1345, por volta da meia-noite.
Segundo apurou a Polícia Civil o autor desferiu 18 golpes de faca em Micheli, atingindo diversas partes do corpo da vítima: seis golpes no tórax, quatro no braço esquerdo, um no braço direito, dois no pescoço e cinco na face.
Os gritos de socorro da vítima alertaram moradores do condomínio. Uma testemunha relatou que acordou com os gritos, dirigiu-se à sacada e visualizou o agressor sobre a vítima desferindo os golpes de faca.
Ela imediatamente acionou a portaria e a síndica do prédio.
A síndica chamou um policial militar que reside no Condomínio, para intervir.
Mesmo de folga, o policial do 11º Batalhão de Jundiaí foi até a residência e deu ordem para que o homem parasse, mas ele continuava os ataques à esposa, com uma faca em mãos.
O policial relatou que tentou conversar com o agressor, pedindo que largasse a arma.
Porém, segundo seu depoimento, o autor se levantou e avançou em sua direção empunhando a faca.
Nesse momento, o policial efetuou dois disparos de pistola Glock calibre .40 contra o agressor, que caiu ao solo.
Outra testemunha confirmou a versão do policial militar, falando que ele agiu corretamente, do contrário também seria atacado.
Micheli foi socorrida e levada à UPA de Várzea Paulista, onde permaneceu sedada devido à gravidade dos ferimentos.
Já Adriano Messias também foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos causados pelos disparos e veio a óbito.
O delegado do Plantão Policial, Daniel Ghetti do prado, decidiu não lavrar auto de prisão em flagrante contra o policial militar, entendendo que ele agiu em legítima defesa própria e de terceiro.
Em relação a Adriano, o delegado classificou o caso como tentativa de feminicídio, mas a morte do agressor extinguiu a punibilidade, conforme prevê o Código Penal.


