Entregador do iFood é preso por tráfico e tenta subornar guardas com R$ 30 mil
Um entregador do iFood, de 25 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas, corrupção ativa e direção sem habilitação em Campo Limpo Paulista. O acusado foi detido após perseguição policial que terminou com queda de motocicleta na Rua Olivérios Salgado de Castro.
A ação teve início por volta das 18h40, quando guardas municipais faziam patrulhamento preventivo na Avenida José Mezalira, no bairro Ivoturucaia.
Segundo o boletim de ocorrência elaborado pela delegada Ingrid Hannah C. Schossler, os agentes notaram um homem em uma motocicleta Honda CG 150 azul, que realizou um retorno proibido e acelerou de forma suspeita ao avistar a viatura.
Durante a tentativa de abordagem, o suspeito empreendeu fuga, desobedecendo aos sinais luminosos e sonoros da viatura. A perseguição se estendeu até a Rua Olivérios Salgado de Castro, onde o homem perdeu o controle da motocicleta ao passar por uma lombada em alta velocidade, caindo no canteiro central.
Mesmo após a queda, ainda tentou fugir a pé, mas foi contido e algemado pelos guardas.
Durante a busca pessoal, os agentes encontraram dentro da mochila de entregas do iFood diversas porções de entorpecentes acondicionadas em “eppendorfs”, prontas para comercialização. Ao todo, foram apreendidos 296 gramas de crack (em 527 porções) e 141 gramas de cocaína (em 200 porções).
Em interrogatório informal, confessou que estava a caminho do bairro Caxambu, em Jundiaí, para entregar as drogas.
Na sequência, ofereceu R$ 30 mil aos guardas municipais para ser liberado, configurando o crime de corrupção ativa.
Ao ser ouvido na delegacia, o acusado mudou sua versão dos fatos.
Alegou que estava apenas fazendo uma entrega em Ivoturucaia quando se deparou com o “comando policial” e decidiu voltar por não ter habilitação para dirigir.
Afirmou ainda que a motocicleta era emprestada de um “amigo de infância” e negou ter oferecido dinheiro aos policiais, alegando não saber como as drogas chegaram à sua mochila.
A delegada considerou a versão “totalmente inverossímil”, destacando que é improvável alguém não saber o conteúdo da própria mochila.
O acusado foi atendido em hospital para tratar ferimentos da queda antes de ser formalmente indiciado.
Antecedentes criminais
Segundo a autoridade policial, o motoboy possui antecedentes criminais, incluindo outras ocorrências por tráfico de drogas e direção sem habilitação, demonstrando fazer do crime “seu meio de vida”.
A delegada representou pela prisão preventiva, argumentando risco de reincidência e necessidade de garantir a ordem pública.
A motocicleta também foi apreendida por ter sido utilizada no transporte dos entorpecentes.
Pela legislação o veículo é destituído do proprietário, passando a pertencer ao Estado.
Um inquérito policial foi instaurado para apurar completamente o caso.


