quarta-feira, 3, junho, 2026, 20:38
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Mulher é agredida por companheiro, mas não queria que ele fosse preso

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar por agredir sua companheira no Jardim Paulista, em Várzea Paulista. O caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal qualificada contra a mulher na Delegacia de Polícia local.

A vítima, de 29 anos, procurou ajuda de policiais militares que patrulhavam a região. A mulher apresentava hematomas visíveis na face e no ombro direito.

Versões conflitantes

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que mantém relacionamento com o agressor há cerca de dois anos, marcado por discussões constantes. Ela contou que, após consumir bebidas alcoólicas em um bar, foi até a residência do pai do companheiro, onde se iniciou uma discussão por ciúmes.

Durante a briga, o homem teria empurrado a mulher, causando sua queda e ferimentos no braço.

A vítima negou, porém, que os hematomas no rosto tenham sido causados pelo companheiro.

O suspeito, por sua vez, negou as agressões e alegou ter sido agredido pela companheira, apresentando marcas de mordidas nos ombros.

Durante o interrogatório formal na delegacia, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Procedimentos legais

Apesar de a vítima ter declarado não ter interesse em representar criminalmente contra o agressor nem solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha, a autoridade policial entendeu que a proteção é necessária.

A delegada Fernanda Monteiro de Souza, responsável pelo caso, representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, argumentando que o comportamento do indiciado representa perigo para a integridade da vítima.

No documento, a autoridade destacou que “o episódio não se trata de um ato isolado, mas de uma opção delitiva que se insere num contexto maior de postura social voltada à vulneração dos direitos femininos”.

Apoio às vítimas

A vítima foi orientada sobre seus direitos assegurados pela Lei Maria da Penha e sobre a rede de apoio disponível. O caso tramita agora na Justiça, que decidirá sobre a manutenção da prisão preventiva e eventuais medidas protetivas.

O homem foi autuado por lesão corporal qualificada contra a mulher em contexto de violência doméstica, crimes que podem resultar em pena de reclusão.