quarta-feira, 3, junho, 2026, 19:30
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Termina a novela: menina de 8 anos é devolvida para os pais

A Vara da Infância e Juventude de Jundiaí determinou nesta quarta-feira o retorno de uma menina de 8 anos à família, encerrando um caso que mobilizou diversas instituições e gerou grande repercussão na região.

A situação teve início na madrugada do dia 10 de outubro, quando a criança reclamou ao pai de sangramento, inicialmente interpretado como menstruação precoce. Ele a levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Várzea Paulista. Diante da demora no atendimento, decidiu transferir a filha para o Hospital Universitário em busca de avaliação mais rápida.

A transferência por iniciativa própria desencadeou uma série de mal-entendidos. Equipes da UPA registraram ocorrência informando que o pai teria “fugido” da unidade com a criança. O laudo médico do Hospital Universitário, que seria fundamental para esclarecer a situação, só ficou pronto após 10 horas de espera.

Durante esse período, o pai permaneceu na delegacia prestando esclarecimentos aos policiais civis. Ele informou que a esposa estava internada, recuperando-se de uma cirurgia. As autoridades aguardavam a conclusão dos médicos sobre a possibilidade de a criança ter sofrido violência sexual.

Após o laudo médico atestar que não houve qualquer tipo de violência, a menina foi inicialmente liberada. No entanto, dias depois, o Conselho Tutelar retirou a criança da escola e a encaminhou para um abrigo transitório vinculado ao Juizado de Menores, gerando nova angústia à família.

Repercussão e Mobilização

Sem compreender os motivos da medida, o pai procurou o “Jornal da Região” e chegou a fazer um apelo público na TV Record pedindo a liberação da filha. “Todos gostam da menina e ficamos sem entender o que estava acontecendo”, relatou.

Segundo o pai explicou ao jornal, a situação familiar envolvia questões cotidianas típicas da idade da criança, como o desejo de ter um celular para jogar Roblox e assistir vídeos no YouTube, o que gerou alguns desentendimentos sobre limites e uso de aparelhos eletrônicos.

Desfecho

Após audiência no Fórum de Jundiaí, onde todos os fatos foram esclarecidos e o contexto familiar foi avaliado, a Justiça determinou o retorno imediato da menina ao lar. Ela já voltou para casa e retomou suas atividades escolares normalmente no bairro.

Em depoimento, o pai agradeceu a todos que apoiaram a família durante o período de separação. “Foi uma luta difícil, mas agora estamos juntos novamente”, declarou emocionado.

O caso evidencia a importância da comunicação eficiente entre os serviços de saúde, órgãos de proteção e o sistema de Justiça, evitando que situações emergenciais gerem desdobramentos traumáticos para as famílias envolvidas.

 

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