Integrante de milícia do Rio de Janeiro enfrenta a PM e morre, em Campinas
Um homem de 37 anos morreu após confronto com policiais militares do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) durante tentativa de abordagem na Vila Padre Manoel da Nóbrega, em Campinas. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia da cidade.
Segundo o boletim de ocorrência, as equipes policiais receberam alerta do serviço de inteligência da Polícia Militar sobre um veículo Renault Kwid branco que estaria transportando arma de fogo e drogas. O condutor seria um indivíduo supostamente ligado à milícia do Estado do Rio de Janeiro.
Confronto armado
Durante patrulhamento, os policiais visualizaram o veículo com as características informadas. Ao tentarem realizar a abordagem no cruzamento da Rua Conselheiro João Alfredo com a Avenida Transamazônica, no Jardim Garcia, o condutor sacou uma arma de fogo e apontou em direção à equipe.
Diante da ameaça, três policiais militares reagiram: o 1º Sargento efetuou cinco disparos com fuzil calibre 7,62; um cabo realizou dois disparos com pistola Glock; e um soldado fez 15 disparos, também com pistola Glock. O motorista da viatura não efetuou disparos.
O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) foi acionado, mas o médico responsável constatou o óbito ainda no local. Não houve policiais feridos nem danos à viatura utilizada pela equipe.
Apreensões
Em busca pessoal e veicular, a polícia localizou e apreendeu:
- Uma pistola calibre .380 oxidada, com oito munições intactas e numeração suprimida, que estava em posse do suspeito
- Uma submetralhadora Ruger/Uru calibre 9mm inox, com numeração suprimida e carregador, encontrada dentro do veículo
- Um uniforme completo da Polícia Militar do Estado de São Paulo (gandola e calça)
- Dois aparelhos celulares
O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio de Cosmópolis. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico.
Perícia e investigação
A equipe da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) compareceu ao local com peritos criminais, que realizaram os exames periciais, recolheram elementos balísticos e procederam à análise técnico-científica da cena. O procedimento foi acompanhado por policiais civis do Plantão Policial.
Os policiais militares envolvidos prestaram depoimento na delegacia. Segundo o delegado Júlio Roberto Soares Júnior, responsável pelo registro da ocorrência, os agentes agiram em legítima defesa, conforme previsto no Código Penal.
“Considerando as versões apresentadas pelos policiais militares e os elementos até o momento reunidos, vislumbra-se que os agentes agiram em legítima defesa, uma vez que, usando moderadamente dos meios necessários, repeliram injusta agressão”, afirmou o delegado no boletim de ocorrência.
O caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, além de localização e apreensão de objetos e veículo.
O inquérito policial será apreciado pelo delegado titular da 2ª DP de Campinas.


