Policial penal é preso por posse de pornografia infantil
A Polícia Civil de Campinas prendeu em flagrante um policial penal de 55 anos suspeito de armazenar fotos e vídeos de pornografia infantil em seu telefone celular.
A operação foi realizada por agentes do 6º Distrito Policial da cidade, com base em investigações iniciadas a partir de informações do CPS (Child Protection System), sistema internacional especializado no monitoramento de crimes de exploração sexual infantil no ambiente digital.
De acordo com o boletim de ocorrência, a investigação começou após o CPS identificar atividade suspeita em redes P2P (peer-to-peer) associada ao investigado.
Com os dados obtidos, a autoridade policial solicitou um mandado de busca e apreensão domiciliar, que foi deferido pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Campinas.
Durante o cumprimento do mandado, o suspeito atendeu prontamente à porta e indicou onde estava seu aparelho celular.
Após a verificação inicial do dispositivo, os policiais encontraram diversos arquivos de vídeo e fotos contendo pornografia infantil, incluindo material armazenado recentemente e arquivos recuperados da pasta de itens excluídos.
Além do celular principal, foram apreendidos outro aparelho telefônico da marca Xiaomi, dois videogames (Xbox e PlayStation 5), dois dispositivos de armazenamento SSD e cadernos.
Todo o material foi lacrado e será encaminhado ao Instituto de Criminalística para perícia conclusiva.
Em interrogatório, o investigado negou a prática criminosa, alegando que teria feito o download dos arquivos de forma casual e sem intenção.
No entanto, a autoridade policial considerou configurado o flagrante delito, conforme previsto no artigo 302 do Código de Processo Penal.
O delegado responsável pelo caso destacou que o crime está tipificado no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa para quem adquire, possui ou armazena material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes.
Apesar de a pena máxima permitir, em tese, o arbitramento de fiança pela autoridade policial, o delegado decidiu não concedê-la e representou pela prisão preventiva do investigado.
A decisão foi baseada na necessidade de preservação da ordem pública, considerando que o suspeito convive cotidianamente com crianças do núcleo familiar, o que representaria risco concreto de reiteração delitiva.
O preso permanece custodiado na Cadeia Pública de Campinas, onde aguarda audiência de custódia.
Foi instaurado inquérito policial para apuração completa dos fatos, e o caso foi comunicado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil reforça que a investigação contou com o apoio fundamental do Child Protection System, ferramenta tecnológica que permite o rastreamento automatizado de atividades criminosas relacionadas à exploração sexual infantil na internet, auxiliando autoridades policiais de diversos países no combate a esse tipo de crime.


