Homem é preso em flagrante por importunação sexual no P.A. Central
Um homem de 52 anos foi preso em flagrante após cometer crime de importunação sexual contra diversas mulheres no interior do Pronto Atendimento (P.A,) Central de Jundiaí. O suspeito chegou a assediar inclusive uma guarda municipal feminina durante a abordagem policial.
Segundo informações do boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial de Jundiaí, a Guarda Municipal foi acionada pelo Centro de Operações Táticas (COT) , após denúncias de que um homem estaria passando a mão nas partes íntimas de várias mulheres que aguardavam atendimento no local.
A primeira vítima a formalizar a denúncia foi uma técnica em nutrição de 51 anos que havia levado sua mãe ao pronto atendimento.
Enquanto aguardavam, o homem, que estava sentado atrás delas, passou a mão nas nádegas da vítima pelo vão da cadeira.
Após a mulher questionar o suspeito e trocar de lugar, ele repetiu a ação pela segunda vez.
A vítima chegou a questionar a equipe de enfermagem sobre uma possível condição mental do agressor, mas foi informada de que o indivíduo apresentava comportamento normal e não possuía diagnósticos aparentes que justificassem os atos.
Orientada a acionar a segurança, a mulher foi novamente abordada quando o homem retornou portando um copo de água e tentou agarrá-la à força.
Foi quando ela gritou por socorro, atraindo a atenção de presentes e da equipe de segurança patrimonial.
Confissão e comportamento agressivo
Durante a abordagem da Guarda Municipal, o suspeito confessou tranquilamente as importunações, afirmando que praticava esse tipo de conduta de forma constante contra outras mulheres.
Em seguida, ele chamou uma das guardas municipais femininas e, quando ela se aproximou achando que ele tinha alguma dúvida, o homem tentou passar a mão em suas partes íntimas e ainda gesticulou atos obscenos.
Foi dada voz de prisão ao suspeito, sendo necessária a utilização de algemas devido ao fundado receio de perigo à integridade física dele e da própria equipe.
Segundo o relato das autoridades, outras mulheres também teriam sido alvo de tentativas semelhantes no local, mas não manifestaram interesse em comparecer à delegacia para registro formal.
Comportamento na delegacia
O comportamento agressivo do suspeito continuou mesmo na delegacia. Ainda dentro da viatura, ele se dirigiu à escrivã de polícia responsável pelo registro do boletim de ocorrência, usando palavras de baixo calão e afirmando que tocaria em suas partes íntimas na frente dos guardas municipais.
Durante o atendimento policial, o homem não cooperou, recusando-se a fornecer qualquer tipo de informação, a coletar suas digitais e a realizar o interrogatório.
A equipe relatou dificuldades até mesmo para realizar a revista pessoal.
Prisão homologada e pedido de preventiva
O delegado Dr. Paulo Sergio Martins, responsável pelo plantão, homologou a prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual (artigo 215-A do Código Penal), que prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos.
O crime foi praticado contra duas vítimas formalmente identificadas: a técnica em nutrição e a guarda municipal.
Na decisão, a autoridade policial destacou a gravidade concreta do delito, evidenciada pelas atitudes realizadas no interior de um estabelecimento de saúde, contra diferentes vítimas, e posteriormente em solo policial.
O delegado também mencionou que o suspeito afirmou informalmente, por diversas vezes, que tinha o costume de realizar importunações sexuais contra mulheres nas ruas da cidade e nos ônibus, demonstrando periculosidade social.
Dr. Paulo Sergio Martins representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, argumentando que as medidas cautelares alternativas mostram-se insuficientes diante da gravidade do caso.
O delegado pede à Justiça de Jundiaí que mantenha o autor na Cadeia até o julgamento, pelo bem da sociedade jundiaiense.
A decisão foi fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública e para impedir a reiteração delitiva.
O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário para realização de audiência de custódia no prazo de 24 horas, conforme determina a legislação.
O Ministério Público também foi notificado para acompanhamento do processo.


