Pais reclamam da falta de professores na rede municipal de Campo Limpo
O ano letivo na rede municipal de Campo Limpo Paulista teve início esta semana e pais de alunos reclamam que várias unidades estão sem professores, sejam titulares das turmas ou especialistas como professores de artes, inglês e educação física.
Pais de estudantes da Emef Venâncio Gonzaga Ramos apontam que até mesmo na gestão da unidade estão faltando profissionais. “As aulas começaram e foi explicado pela equipe gestora que estão com quadro defasado em várias áreas, desde a limpeza até na coordenação. Não há ainda definição de especialistas como professor de inglês na unidade”, contou um dos pais.
Uma das mães relata que ao questionar sobre professor de inglês – que no ano passado já foi um problema na escola pois os alunos ficaram três bimestres sem docente nessa disciplina – a informação é de que ainda não tem especialista para a unidade escolar.
“O ano letivo começa já com esses problemas e os alunos é que sofrem”, disse outra mãe.
Na EMEF Jardim Laura, pais alegam que o problema é o mesmo. “Iniciamos as aulas e das cinco turmas que a escola tem, só a do 1º ano tem professor. As outras 4 turmas do 2º, 3º, 4º e 5º não tem professor. Como pais, questionamos a secretária da educação mas não há previsão”, contou a mãe de um dos estudantes da unidade.
Resposta aos pais
Em contato com pasta, a mãe de um dos alunos recebeu a seguinte mensagem como resposta à reclamação da falta de professores na rede: “Embora os processos seletivos tenham sido realizados ano passado, a contratação de professores envolve diversos trâmites administrativos que não ocorrem de forma imediata. Ao longo de 2025 foram realizados alguns chamamentos, porém a adesão foi baixa, com comparecimento de poucos candidatos. Depois fizemos novos chamamentos e, naquele momento, o quadro de profissionais encontrava-se em situação mais equilibrada. No início deste ano houve um aumento significativo de vacâncias em razão de exonerações, afastamentos, licenças médicas e atestados, o que agravou a falta de professores nas unidades escolares. Desde o dia 05 de janeiro a Secretaria Municipal de Educação vem solicitando diariamente novas contratações, com o objetivo de evitar o início do ano letivo sem docentes em sala de aula. No entanto, os pedidos encontram-se temporariamente paralisados no setor de Recursos Humanos, em razão dos trâmites legais e da ausência de liberação vinculada à Lei Orçamentária Anual (LOA), que é necessária para viabilizar as contratações. Nós lamentamos muito estar nessa situação”.
Em nota, a prefeitura informou que “há planejamento contínuo para a reposição de professores na rede municipal de ensino. O cenário atual tem sido impactado por exonerações, afastamentos legais previstos em lei e pela não apresentação de parte dos candidatos convocados nos prazos estabelecidos. Em 2025, foram realizadas convocações de professores aprovados no Concurso Público nº 01/2023, atualmente encerrado. Diante da manutenção da demanda, a administração municipal adotou medidas complementares, incluindo processos seletivos emergenciais e simplificados, com vistas a suprir as necessidades da rede, especialmente para o início do ano letivo de 2026, observados os trâmites administrativos regulares.”
A prefeitura apontou ainda que “a atual gestão tem dado importantes avanços na área da educação, destacando-se a proposta do Plano de Carreira do Magistério, que representa um significativo avanço na valorização dos profissionais e na qualidade do ensino. Ressalta-se, ainda, que todo o material escolar destinado aos alunos da rede municipal já se encontra preparado para entrega, evidenciando o planejamento e a preocupação da administração com o início do ano letivo. A Prefeitura esclarece ainda que todos os professores efetivos e contratados possuem formação compatível com os cargos exercidos, conforme a legislação vigente, não havendo qualquer improvisação na atuação em sala de aula.”
A nota finaliza apontando que “a administração municipal permanece empenhada em adotar todas as medidas administrativas e legais necessárias para a regularização do quadro de profissionais, reafirmando seu compromisso com a educação pública de qualidade.”


