segunda-feira, 10, agosto, 2026, 09:49
CIDADES

Ginette completa 18 anos de Hospital Universitário (H.U.) e lidera movimento de apoio às mães carentes

Quando Ginette Ibiapino de Lucena entrou pela primeira vez no Hospital Universitário (H.U.) de Jundiaí, era para trabalhar no departamento de compras. O que ela não sabia é que o hospital logo descobriria onde ela realmente pertencia: do outro lado do balcão, olhando nos olhos de quem chega com medo, dor ou dúvida, e dizendo, com a voz e com a presença, que está tudo bem — que alguém vai cuidar e ouve todos os problemas diariamente.

Hoje, aos 64 anos, Ginette é supervisora do SAC — Serviço de Atendimento ao Cliente — do HU, referência em atendimento materno-infantil e ginecologia em Jundiaí e região.

“Sempre penso: não, a pessoa não veio aqui só para passear, ela está precisando de atendimento, de acolhimento, então…. vamos lá”, comentou ao “Jornal da Região”.

São 18 anos dentro de uma instituição que, por sua vez, já carrega 22 anos de história servindo ao SUS, com 136 leitos, mais de 480 médicos e um compromisso inabalável com a humanização — valor que Ginette não apenas pratica, mas personifica.

A amiga, Tati Keller, diz que Ginette é uma pessoa sensacional, maravilhosa e que se dedica a todos indistintamente.

“Ela é tão humana, faz um trabalho tão legal no Hu na parte de Serviço de atendimento ao cliente, e sempre procura ajudar as pessoas”, disse.

A transição do administrativo para o atendimento direto ao paciente não foi acidental. Foi uma escolha guiada pela percepção de que ali, na linha de frente, é onde ela podia fazer mais diferença.

“Sempre penso: não, a pessoa não veio aqui só para passear, ela está precisando de atendimento, de acolhimento, então… vamos lá”, diz ela, com a naturalidade de quem já internalizou o cuidado como parte de si mesma.

Mães carentes

Mas a dedicação de Ginette não se encerra no horário de expediente nem nas paredes do hospital. Ela também é responsável pela ação social da instituição, coordenando a entrega de kits a famílias em situação de vulnerabilidade — uma extensão do mesmo olhar atento que ela leva ao SAC todos os dias.

Referência

O Hospital Universitário, inaugurado em 3 de outubro de 2003 por meio de parceria entre a Faculdade de Medicina de Jundiaí e a Prefeitura Municipal, consolidou-se ao longo das décadas como porto seguro para gestantes, crianças e pacientes de alto risco de toda a região. Em 2024, foram mais de 33 mil atendimentos no Pronto-Socorro Infantil e 29 mil no Pronto-Socorro de Ginecologia e Obstetrícia.

O Banco de Leite Humano da instituição, um dos maiores do Estado, beneficiou 15 mil bebês no mesmo ano.

A qualidade assistencial foi reconhecida com o selo nível 3 da Organização Nacional de Acreditação — o mais alto grau de certificação hospitalar do país.

Dentro dessa estrutura, Ginette Lucena é uma das pessoas que fazem a diferença que os números não conseguem medir. A que chega antes do paciente entender o que sente. A que lembra que do outro lado de cada ficha, de cada espera, de cada triagem, existe um ser humano que precisou pedir ajuda.

Dezessete anos de história dentro de um hospital de 22. Uma trajetória que começou nos bastidores e encontrou seu lugar certo: bem na frente, bem perto de quem mais precisa.