terça-feira, 28, julho, 2026, 01:06
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Tarcísio anuncia leilão de imóveis e transfere prédio para a Delegacia da Mulher

O Governo de São Paulo espera arrecadar R$ 120 milhões com seis leilões de imóveis. Em Jundiaí, um prédio que pertenceu ao Instituto Agronômico na rua do Retiro, ao lado da Escola Bispo Dom Gabriel foi transferido para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e deverá abrigar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A ação de venda de imóveis desocupados está ligada ao Plano São Paulo na Direção Certa, iniciativa que tem o objetivo de garantir o uso eficiente dos recursos do Estado.

O valor corresponde à venda de bens imobiliários pertencentes ao Estado que estavam em desuso e possuem custo elevado de manutenção.

O montante da negociação retornará aos cofres públicos e será destinado a políticas públicas. Outros imóveis do Estado que no passado foram relacionados para venda, não aparecem na nova lista divulgada pelo Governo.

Um dos prédios da Secretaria da Saúde, na rua da Saúde, em Jundiaí, o Governo já anunciou via “Jornal da Região” que será doado para a Secretaria de Saúde da Prefeitura.

Os lotes à venda

Os lotes serão disponibilizados pela Subsecretaria de Patrimônio do Estado (SPE), órgão ligado à Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD), e variam de R$ 2,9 milhões a R$ 41,5 milhões. Estão na lista imóveis de São Paulo (nos bairros de Campo Belo e Brooklin) interior (Bauru, Porto Feliz e Sorocaba).

“Vender imóveis que pertencem ao Governo e que estão desocupados é uma medida importante que demonstra na prática a boa gestão do governador Tarcísio de Freitas. Assim conseguimos reduzir o tamanho do Estado de maneira eficiente e prática”, afirma o secretário Caio Paes de Andrade.

Prefeitura trava batalha por Parque Tecnológico

No ano passado, o Governo de SP atingiu a marca de R$ 1,3 bilhão em leilões e vendas diretas de imóveis, veículos e cotas do Fundo de Investimento Imobiliário do Estado (FII-SP).

Segundo dados da SPE, o total arrecadado entre 2023 e 2025 é cinco vezes maior do que a soma do que foi realizado nas duas gestões anteriores. Entre 2019 e 2022, foram negociados R$ 242 milhões em ativos. Já de 2015 a 2018, R$ 18 milhões.

Os leilões vão acontecer de maneira 100% digital, conforme prescrito na Nova Lei Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021), o que garante mais transparência no processo de compra e venda realizado pelo Governo de SP.

Além disso, a iniciativa está alinhada ao processo de transformação digital promovida pela SGGD desde 2023, que também preza pela preservação do patrimônio público.

No passado foi cogitada a venda do terreno do Estado ao lado da fábrica da Coca-Cola, onde funciona a Divisão Avançada de Pesquisas do Instituto Agronômico.

A sugestão de transformar a área do IAC em um Parque Tecnológico, será dada ao governador do Estado de SP, Tarcísio de Freitas, e visa ampliar o legado científico da área do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), localizada às margens da Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. O espaço de 1.103.000 m², com mais de 60 mil m² de área construída, estratégico para o desenvolvimento de pesquisas fundamentais que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e a segurança hídrica da região.

O Governo do Estado anunciou um processo de alienação de imóveis públicos incluindo a área do IAC que inclui 35 fazendas experimentais, e não pode ser considerada ociosa, pelo contrário: trata-se de um ativo público em pleno uso, com grande valor estratégico e científico.

Como evolução natural da vocação científica da área, a Prefeitura de Jundiaí estuda a implantação do Parque Tecnológico de Jundiaí no espaço atualmente ocupado pelo IAC. A proposta integra o Programa Inova+ Jundiaí, que consolida a política pública municipal voltada à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), e tem como objetivo transformar a cidade em um polo regional de desenvolvimento sustentável e inteligente.

O Parque Tecnológico seria estruturado para abrigar:
• Centros de pesquisa aplicada;
• Laboratórios multiusuários;
• Startups e empresas de base tecnológica;
• Núcleos de inovação aberta com o setor privado;
• Espaços de qualificação técnica e formação de talentos.

“Essa proposta não rompe com a história do IAC, ela amplia seu legado, integrando as pesquisas agrícolas com novas frentes da inovação, como bioeconomia, energias renováveis, tecnologias verdes, digitalização da produção e inteligência territorial”, ressalta Tiago Antunes, diretor de Ciência e Tecnologia.

Jundiaí já reúne os elementos fundamentais para sediar um parque tecnológico de referência:
• Localização estratégica entre os principais eixos logísticos do Estado de São Paulo;
• Forte base industrial e educacional;
• Alta densidade técnica e de qualificação profissional;
• Indicadores econômicos robustos.

Além disso, o município mantém diálogo ativo com instituições de ensino e pesquisa, além de empresas inovadoras, criando um ambiente propício à articulação entre academia, setor produtivo e poder público.

Respeito à história e visão de futuro
A Prefeitura de Jundiaí irá dialogar com o Governo do Estado de São Paulo, propondo uma solução convergente, cooperativa e transparente. O objetivo é respeitar a trajetória histórica do IAC em Jundiaí e, ao mesmo tempo, projetar um futuro ainda mais impactante para o local, colocando a ciência e a inovação como motores do desenvolvimento socioeconômico.

“A integração do IAC em um Parque Tecnológico é uma oportunidade de elevar o papel da ciência em benefício da sociedade. A preservação do conhecimento acumulado e a ampliação de sua aplicação prática são os pilares dessa proposta, que tem tudo para tornar Jundiaí uma referência nacional em tecnologia e sustentabilidade”, destaca Humberto Cereser, gestor de Desenvolvimento Econômico Ciência e Tecnologia.