sábado, 19, setembro, 2026, 06:42
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Parada Gay defende voto consciente em SP

LEANDRO MACHADO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A 30ª Parada LGBT+ começou na avenida Paulista na manhã deste domingo (7) com discursos contra a extrema direita, críticas à queda de patrocínios ao evento e defesa do voto em candidaturas que defendam as causas LGBTQIA+ .

O evento também conta com a presença de políticos e candidatos de esquerda.

 

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Renata Pineze

 

“Na hora da eleição, não é para votar em quem quer nos matar e nos esconder. A gente tem que estar em todos os lugares”, disse a drag queen Salete Campari, uma das precursoras da Parada.

“Há 30 anos, quando colocamos 500 pessoas na rua, falavam que era uma loucura. Hoje é a maior loucura do mundo”, disse.

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O tema deste ano é “A rua convoca, a urna confirma”. O trio elétrico principal teve discursos da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) e dos deputados estaduais Eduardo Suplicy, Beth Sahão (ambos do PT) e Mônica Seixas (PSOL).

“A parada é a última barreira para os conservadores pelo que ela representa”, disse Sâmia.

Looks da Parada 1680601631 13 copiar

Os discursos criticaram um projeto de lei aprovado em primeira votação na Câmara Municipal que pretende proibir a presença de crianças e adolescente na Parada e que o evento seja realizado em um local fechado.

“Ninguém vai parar a Parada. Nós temos o direito de existir. Vamos tirar da política aqueles que não nos querem vivas”, disse Monica Seixas.

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“Jamais aceitaremos voltar para o armário. Nós somos um povo de paz, mas se eles querem guerra, nós vamos lutar. A arma deles é o ódio, e a nossa é o amor”, disse a transexual Léo Áquilla (PSB), pré-candidata a deputada estadual.

O desfile dos 14 trios elétricos–quatro a menos que na edição anterior–começou às 10h, na avenida Paulista, passando depois pela rua da Consolação.

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Entre as atrações, o cortejo terá shows de Pabllo Vittar, Gloria Groove, Thiago Pantaleão e Melody.

Neste ano, a Parada registrou uma queda de 60% em patrocínios de empresas em relação à edição anterior.

Nos últimos cinco anos, saíram da lista de patrocinadores marcas como Burger King, Jean Paul Gaultier, Mercado Livre, Sephora, Smirnoff, Terra e Vivo.

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Marcas como Amstel e L’Oréal estão entre as patrocinadoras desta edição, com trios elétricos próprios. Os valores não foram divulgados por questões contratuais.

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) também diminuiu os recursos. Foram R$ 5,5 milhões investidos nesta edição–R$ 500 mil a menos que no ano anterior. Segundo a prefeitura, o recurso é destinado à infraestrutura, contratações de artistas e outras atividades relacionadas ao evento como a Feira LGBT+, que acontece no Vale do Anhangabaú.

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Como de costume em anos eleitorais, o tema principal é o voto da comunidade em candidatos que defendam as causas LGBTQIA+ e de diversidade.

Dessa vez, o slogan é “A rua convoca, a urna confirma”.

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Renata Pineze

“O objetivo central é incentivar o voto consciente em candidatos e candidatas que efetivamente lutem pelos direitos da comunidade LGBT+. Mas não defendemos nenhum partido específico”, diz Matheus Emílio, diretor e porta-voz da organização.

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Renata Pineze

FOTOS: VAN CAMPOS, RENATA PINEZE E EDU ARAÚJO – AGNEWS