Sobrevivente do “Matador de Mulheres” lutou por 1h30 pela vida
O esclarecimento de um caso de feminicídio pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, repercute também na cidade de Itupeva. O investigador-chefe, Mário, disse que agora fica esclarecido que Antônio da Rocha usou nome falso quando morou no Parque das Hortênsias e tentou matar a companheira de 38 anos. A vítima, segundo o investigador, lutou por uma hora e meia pela sua vida.
Em 17 de agosto de 2025, a mulher procurou a Polícia para relatar que o companheiro com quem vivia há 15 meses tentou matá-la usando duas facas. A primeira ela conseguiu jogar embaixo da cama. A segunda ela se cortou toda. Foram sequências de socos, chutes, facadas e a mulher conseguiu fugir e buscar ajuda na casa de uma vizinha, entrando na residência e trancando a porta.
A vítima relatou para a equipe do delegado Anselmo Carvalho Santalena no dia em que foi interrogada, que suspeitava que o companheiro “escondia” algo, porque nunca disse o nome verdadeiro, nunca apresentou documento e também evitava tirar fotos ou aparecer em redes sociais.
Agora, com o trabalho investigativo realizado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, com apoio da Polícia Civil de Goiás, descobriu-se que Antônio matou outra mulher em 2020 no Maranhão.
Ele fugiu para o Estado de São Paulo, onde se instalou inicialmente em Itupeva.
Depois de tentar matar a moradora do Jardim das Hortênsias, ele fugiu para Campinas, onde conheceu a sua terceira vítima, que dessa vez conseguiu matá-la no domingo, dia 9.
Após o crime ele tentou iniciar vida nova em Goiás, mas acabou sendo preso.
Agora, vai responder pelas duas mortes de mulheres com quem conviveu e a tentativa de feminicídio de Itupeva.
Agredida em festa
A moradora de Itupeva disse, em seu depoimento para a equipe do delegado Anselmo Carvalho Santalena que já havia sido agredida anteriormente pelo companheiro, mas que nunca levou o caso para a Polícia, com medo de represálias.
Em uma das ocasiões disse que foi a uma festa e bebeu pouquinho, ficando desacordada. Nessa festa amigas relataram que ele a espancou. Ela não se recordava do que tinha acontecido, mas via as lesões pelo corpo.
O investigador chefe da Polícia Civil de Itupeva disse que foram realizadas buscas na tentativa de prender o autor. Mas como ele não tinha documentos, usava nome falso, tudo foi mais complicado.
Preso em Goiás homem que matou esposa em Campinas e tentou matar namorada em Itupeva


