Mulher cai no “Golpe da Falsa Advogada” com promessa de depósito de R$ 42 mil de ação no Tribunal de Justiça
Uma mulher foi vítima de estelionato após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por advogada e promotor de Justiça, em Jundiaí. O caso foi registrado no nesta quarta-feira (19) com a equipe do delegado Paulo Sérgio Martins, no 6º Distrito Policial da Vila Rami.
A vítima recebeu uma ligação de um número de WhatsApp, na qual uma interlocutora se apresentou como sua suposta advogada, integrante de um escritório de advocacia bastante conhecido.
Ela informou que teria sido liberado o valor de R$ 42.726,45 referente a uma ação judicial no Tribunal de Justiça e que a ligação seria transferida para um suposto promotor de Justiça, para que fossem realizados os procedimentos necessários ao recebimento da quantia.
Golpe
Em seguida, a vítima passou a manter contato com outro número, cujo interlocutor se identificou como suposto promotor de Justiça vinculado ao STJ.
Ele informou que seriam necessárias duas contas bancárias para viabilizar a transferência do valor, alegando que o procedimento teria como finalidade favorecer a declaração da quantia perante o Imposto de Renda.
O suposto promotor encaminhou um link por meio do WhatsApp e passou a orientar a vítima sobre os procedimentos a serem realizados.
Durante as orientações, foi estabelecida uma chamada de vídeo, por meio da qual os autores passaram a acompanhar, em tempo real, toda a movimentação feita pela vítima em seu aparelho celular, inclusive os locais em que ela efetuava os comandos e inseria informações.
Celular sequestrado
Acreditando estar recebendo orientações legítimas, a vítima seguiu as instruções.
Ela relatou que sua conta bancária estava sem limite disponível, mas, mediante acesso obtido pelos criminosos, foram realizadas movimentações utilizando o limite de crédito especial, com transferências destinadas a instituições de pagamento, inclusive PIX aleatórios permitidos pelo Banco Central e que se tornaram “mina de ouro” de criminosos.
Prejuízo
Dentre as movimentações, consta uma transferência de R$ 2.299,00 destinada a uma empresa de pagamento, além de transferências de R$ 800,00 e R$ 1.800,00 via PagBank.
Também foi efetuada uma transferência de R$ 100,00 para uma instituição de pagamento, conta cuja existência a vítima desconhecia, tendo sido induzida a abrir em seu próprio nome.
Além disso, foi realizada uma compra mediante utilização de cartão de crédito virtual clonado, no valor de sete parcelas de R$ 1.514,28, totalizando R$ 10.599,96.
O prejuízo total estimado é de cerca de R$ 15.598,96.
A vítima declarou que somente posteriormente percebeu que havia sido vítima de fraude.
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.
O boletim foi elaborado pelo investigador Vagner, sob a chefia do delegado Dr. Paulo Sergio Martins.


