Usaram foto de advogada no WhatsApp e aplicaram golpe de quase R$ 20 mil
Uma jovem de 20 anos foi vítima de um golpe de estelionato em Jundiaí, após criminosos se passarem por advogados e um falso promotor de Justiça. O prejuízo chega a quase R$ 20 mil.
Como tudo começou
Em 18 de agosto, a irmã da vítima recebeu uma mensagem de um número de telefone cujo perfil exibia a foto de uma advogada e o nome de um escritório de advocacia, supostamente responsável pelo processo judicial da mãe da vítima.
O interlocutor afirmou que havia obtido êxito no processo e que existiriam valores a serem recebidos.
A vítima reconheceu a fotografia como sendo da advogada que realmente patrocinava a causa da mãe.
O golpista ainda demonstrava conhecimento sobre o número do processo e encaminhava imagens supostamente relacionadas aos autos, o que conferia aparência de legitimidade à conversa.
O golpe
O suspeito informou que seria necessária a participação da mãe em uma audiência no Tribunal de Justiça onde o juiz faria o depósito do valor da ação.
Ele pediu o envio de dados bancários e chave PIX.
Em seguida, enviou um link para uma suposta audiência, realizada por chamada de vídeo no WhatsApp, na qual uma pessoa se apresentou como promotor de justiça.
Durante a videoconferência, o interlocutor disse que seriam depositados R$ 20 mil em cada uma de duas contas bancárias para viabilizar o recebimento dos valores da ação.
Como a mãe da vítima não possuía contas bancárias, foram utilizadas contas da própria jovem nos bancos Itaú e Bradesco.
O autor orientou a vítima a acessar os aplicativos bancários, encaminhar códigos e realizar operações.
A jovem também foi orientada a abrir uma conta no banco Neon. Durante as movimentações, foi contratado em sua conta do Itaú um empréstimo de R$ 18 mil, valor posteriormente transferido aos golpistas.
Descoberta do golpe
Diante da quantidade de transações simultâneas, a vítima pediu que a mãe verificasse o número de telefone da advogada responsável pelo processo.
Ao constatar divergência, a genitora ligou para a advogada, que confirmou se tratar de um golpe e orientou o encerramento imediato da comunicação.
Prejuízo
Foram registradas transferências fraudulentas para contas de bancos e instituições de pagamento, incluindo valores como R$ 2.299, R$ 998, R$ 999 e R$ 5.099, além do empréstimo de R$ 17.902,42 contratado sem autorização.
A vítima comunicou a fraude ao Banco Itaú e contestou as operações. Também procurou o Bradesco que disse não poder fazer nada, que deveria ir até uma delegacia de Polícia para regirar BO.
Alguns bancos, como o Bradesco, mesmo tendo inteligência artificial, não conseguem bloquear as transferências para “salvar” as vítimas de golpes, facilitando a ação dos criminosos.
Os valores desviados do Bradesco a vítima não soube informar aos policiais.


