sexta-feira, 21, agosto, 2026, 10:56
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Bancários continuam luta pela valorização do emprego e contra fechamento de agências

A paralisação dos bancários e bancárias teve grande adesão da categoria. 96% das agências não abriram suas portas, manifestando o descontentamento dos trabalhadores e trabalhadoras com a falta de uma proposta por parte dos bancos.

“Hoje a categoria bancária parou: parou para ser ouvida, parou por respeito e valorização”, destacou Letícia Mariano, presidenta do sindicato. “A adesão foi intensa, nos bancos públicos e privados, nas agências dos bairros, do centro das cidades. Enfim, foi um recado para os banqueiros: não vamos abrir mão de direitos e queremos uma proposta que demonstre o nosso valor”.

No primeiro levantamento feito pela FETEC-CUT/SP, a adesão também foi massiva nos sindicatos da base, chegando próximo a 100% na maioria das regiões. “A paralisação foi um sucesso, com adesão em todo o país, reafirmando a tradição de unidade nacional das bancárias e dos bancários”, avalia a presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

Douglas Yamagata, funcionário do Bradesco e dirigente sindical destacou que a pauta foi entregue em julho e os banqueiros não apresentaram nenhuma proposta de aumento para os salários: “Aliás, chegaram a apresentar uma proposta que divide a categoria, escalonando salários e diminuindo o valor dos tíquetes nas cidades do interior. Isso é inaceitável”. Antonio Cortesani, ex-presidente do sindicato, agora aposentado, também participou da mobilização e lembrou: “Os banqueiros são sempre assim: lucram bilhões e na hora de negociar ficam com essa choradeira”.

Na última segunda-feira (17) o sindicato realizou uma assembleia que rejeitou a proposta da Fenaban e aprovou a paralisação: “Não apenas aprovou a paralisação como aderiu à mobilização e não foi trabalhar”, destacou  Roberto Rodrigues, funcionário do Santander e dirigente do sindicato e da FETEC-CUT. Para Pâmela Leite, dirigente sindical e funcionária do Itaú, a adesão é uma resposta dos funcionários e funcionárias “à pressão e à opressão que vivem no dia a dia de trabalho”, devido à política dos bancos que adoece e tenta desvalorizar a categoria.

Rodrigo Gonzalez, empregado da Caixa e dirigente sindical lembrou que o pessoal da Caixa tem ainda mais motivos para fortalecer a paralisação: “Na Caixa Econômica Federal a luta também é em defesa do Saúde Caixa e por justiça nos programas de remuneração variável. Os bancos lucram bilhões e seguem batendo recordes de afastamento dos trabalhadores por pressão, metas abusivas e assédio, que causam adoecimento”.

Dayane Pereira, secretária-geral do sindicato agradeceu a participação dos bancários: “A todos que conversaram com seus colegas, que cruzaram os braços e que fizeram com que essa paralisação fosse um sucesso. Exigimos valorização, respeito e uma proposta decente para nossa campanha salarial”.

Nesta sexta-feira (21), os bancos se reúnem e prometeram discutir uma proposta global. Na segunda-feira (24) tem mesa de negociação do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban e esperamos que apresentem uma proposta de verdade.

“Nossos direitos foram conquistados com muito esforço e seguimos mobilizados defender nossa categoria!”, concluiu Letícia.