sexta-feira, 18, setembro, 2026, 15:53
VÁRZEA PAULISTA

Reparos em escola após vandalismo, incêndio e furto custarão R$ 237 mil

Pais de alunos da Escola Estadual Idoroti de Souza Alvarez, no Jardim América 3, em Várzea Paulista, reclamam das condições do prédio após a unidade ter sido alvo de vandalismo seguido de furto de fiação elétrica e incêndio na madrugada da última segunda-feira (14). O fogo atingiu uma sala de aula. O reparo custará R$ 237 mil, de acordo com informações da Secretaria da Educação do Estado.

“As condições de segurança e higiene da unidade, após um incêndio ocorrido na unidade na última segunda-feira, 14 de setembro, seguido de novo arrombamento e furto durante a madrugada de quarta-feira, 16 de setembro. Apesar da ocorrência dos fatos e das condições atuais do prédio, hoje, 17 de setembro, a direção liberou a escola para o retorno presencial dos alunos do 6º ano. No entanto, conforme constatado presencialmente, a unidade ainda apresenta condições que suscitam sérias preocupações:
– O prédio permanece sujo e com forte odor decorrente do incêndio, havendo áreas que permanecem interditadas por questões de segurança.
– As áreas supostamente interditadas não estão completamente isoladas. Em alguns pontos, as portas permanecem apenas encostadas e destrancadas, com uma fita sinalizando a restrição, embora ainda exista circulação de funcionários da unidade.
– Enquanto os alunos permanecem em aula no pátio, a escola está sendo limpa no próprio momento em que há estudantes no local.
– Os alunos também estão almoçando na unidade a poucos metros do local atingido pelo incêndio, onde ainda há forte cheiro.
– Nos banheiros, torneiras foram furtadas, deixando, no caso do banheiro feminino, as alunas sem torneiras disponíveis para higienização das mãos. Diante disso, estudantes estão utilizando bebedouros para lavar as mãos, sendo relatada também a ausência de papel para essa finalidade.
– Também causa preocupação o fato de que, ao tentar buscar informações junto à Vigilância Sanitária de Jundiaí, fui informada de que a escola estaria em perfeito estado de funcionamento. Entretanto, segundo os relatos e as condições observadas no local, existem questões que merecem vistoria presencial e independente, especialmente em relação à segurança das áreas atingidas pelo incêndio, qualidade do ar/odor, condições sanitárias dos banheiros e segurança dos estudantes e funcionários”, aponta a carta de um dos pais.

Além disso, durante a permanência dos alunos no pátio, a direção tem realizado falas no sentido de minimizar a situação, afirmando aos estudantes que o cheiro irá passar e que não seria algo “grave. Considerando que se trata de crianças e adolescentes retornando a um prédio que sofreu um incêndio recente, entendemos que a situação deve ser tecnicamente avaliada, e não simplesmente minimizada.”

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) adotou Plano de Ação Emergencial para a segurança da comunidade escolar, continuidade das atividades educacionais e recuperação dos espaços atingidos por vandalismo na EE Idoroti de Souza Alvarez. “Um novo Boletim de Ocorrência foi registrado e as atividades escolares estão mantidas, presencial e remoto, com retorno gradual e planejado das turmas. Os estudantes têm acesso apenas aos espaços considerados adequados para uso. As áreas afetadas por vandalismo foram totalmente isoladas pela Unidade Regional de Ensino (URE) de Jundiaí e pela equipe gestora para higienização e organização dos ambientes. A Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) já vistoriou a unidade para avaliação dos reparos necessários, orçados em R$ 237 mil, e iniciar as obras o quanto antes. Quanto às condições sanitárias, a equipe gestora foi orientada a registrar eventuais intercorrências relacionadas à infraestrutura dos sanitários, ao fornecimento de materiais de higiene e às condições de atendimento aos estudantes.”