sábado, 24, outubro, 2026, 18:42
CIDADESPOLÍTICA

Apoiadores chegam para ato de Lula na avenida Paulista

Por Arthur Guimarães de Oliveira, Bárbara Blum, Catia Seabra, Juliana Arreguy e Mariana Brasil

(FOLHAPRESS) – Manifestantes que apoiam a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição começaram a chegar, no início da tarde deste sábado (24), na avenida Paulista, em São Paulo, para o último ato da campanha do petista antes do segundo turno.

Os apoiadores se concentram desde o meio-dia na altura do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e aguardam a chegada de Lula. Por ter feito um ato mais cedo no Rio de Janeiro, ele é esperado na Paulista apenas no meio da tarde, depois das 16h.

O trecho em frente ao Masp já estava abarrotado antes das 14h, horário divulgado para o início do evento.

O presidente fará o ato em um trio elétrico próximo à esquina com a alameda Campinas, acompanhado da primeira-dama, Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, do ministro Guilherme Boulos (PSOL) e de Fernando Haddad (PT), ex-ministro e candidato derrotado ao governo de São Paulo.

A carreata é composta por três trios elétricos: um para o presidente e sua comitiva, outro para influenciadores digitais e outro para as demais autoridades que acompanham o evento.

Integram o ato as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), ambas derrotadas na disputa pelo Senado no estado. Também estão presentes os ministros Leonardo Barchini (Educação), Marcio Elias (Cultura) e Paulo Pereira (Empreendedorismo), os deputados federais eleitos Erika Hilton (PSOL-SP), Jilmar Tatto (PT-SP) e Guilherme Cortez (PSOL-SP), e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo.

Participam ainda nomes tradicionais do partido, como José Dirceu, 80, que não conseguiu se eleger deputado federal, e Eduardo Suplicy, 85, reeleito deputado estadual.

O deputado estadual André Janones (Rede-MG) também deve comparecer à passeata. As mobilizações de rua ganharam maior tração a partir de estratégias digitais turbinadas nesta segunda fase da campanha. Uma das principais é o canal “Exército do Lula”, comandado pelo deputado, cuja comunidade já passa dos 10 milhões de participantes.

A faixa etária do público é diversa. Jovens e mais velhos distribuem cartelas de adesivos com os dizeres “Gostosas com Lula”, “Sou do exército do Lula” e “Lula é tetra”, e empunham bandeiras e cartazes que vão do apoio a Lula a críticas duras a Flávio Bolsonaro (PL) e ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre as mensagens mais vistas pela reportagem estão as de defesa da democracia e as que lembram a pandemia e suas vítimas, além de bandeiras de movimentos sociais como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e UJS (União da Juventude Socialista).

A concentração é marcada ainda pelo bater de leques vermelhos e nas cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGBTQIA+. Os objetos são amplamente usados pela comunidade e vêm da cultura ballroom.

A Paulista também foi palco da caminhada às vésperas do primeiro turno, quando o petista lotou a via ao lado de seus então candidatos às vagas estaduais.

Rio de Janeiro e debate

Mais cedo, em caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro, apoiadores levaram cartazes em resposta à expressão “nove dedos”, usada por Flávio para atacar Lula no debate presidencial da Globo na noite desta sexta (23).

O presidente disse que o candidato do PL é o adversário de “mais baixo nível” que já enfrentou em uma eleição e citou mais uma vez o caso da menina Ana Clara Gomes Machado, morta aos cinco anos por um disparo atribuído a um policial militar defendido por Flávio na Justiça.

Aliados do petista avaliam que Lula ganhou o debate por pouco, mas o suficiente para conseguir a virada. Os episódios em que criticou Flávio pela expressão “nove dedos” e apresentou a mãe de Ana Clara, presente na plateia, foram considerados pontos altos do presidente.

O próprio Lula reconheceu, em conversas, que seu ponto fraco foi a troca da palavra “milícia” por “polícia”, ao dizer que “acabaria com a polícia” em eventual novo mandato.

Petistas já apostavam no impacto das mobilizações de rua pelo país, intensificadas nesta última etapa da disputa. O otimismo de aliados do presidente aumentou depois que a pesquisa Datafolha da última quinta-feira (22) mostrou empate entre o senador e o presidente.

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Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress