Morador de Jundiaí perde R$ 63 mil no Golpe do Falso Gerente do Bradesco
Um morador de Jundiaí procurou a Polícia Civil para registrar queixa de golpe. Ele recebeu uma ligação por WhatsApp de um número com a foto do gerente do Bradesco, que informou detalhes sobre um suposto pagamento irregular em um posto de combustíveis do Jardim Caçula.
Por coincidência, a vítima havia abastecido no posto da Avenida Antenor Soares Gandra e acreditou que estavam tentando aplicar um golpe contra ele.
O falso gerente orientou o morador a fazer alguns procedimentos para a proteção da conta. Três dias depois, ao consultar o extrato, a vítima percebeu que R$ 63 mil haviam sido desviados.
A queixa foi registrada com o delegado Marco Antônio Ferreira Lopes, do 3º Distrito Policial.
O Bradesco tem respondido às vítimas de golpes que não se responsabiliza pelas transferências, porque é obrigação do cliente proteger os próprios dados.
Quem cai em golpes precisa recorrer à Justiça para contestar eventuais falhas de segurança.
Saiba como se proteger do golpe do falso gerente
- Desconfie de contato inesperado: o banco não liga nem envia mensagem pedindo que você faça “procedimentos” para proteger a conta. Isso é sinal de golpe.
- Não confie na foto nem no nome: golpistas copiam a foto do perfil e o nome de gerentes verdadeiros. Quem liga sabendo detalhes de uma compra sua também pode ter obtido os dados por vazamento.
- Encerre a ligação e ligue você mesmo: desligue e entre em contato pelo número que está no verso do cartão ou no aplicativo oficial. Prefira outro telefone, pois o golpista pode manter a linha aberta.
- Nunca informe nem digite senhas, tokens ou códigos: isso vale também para dados do cartão. O banco jamais pede esses dados por telefone ou WhatsApp.
- Não faça transferências, PIX nem instale aplicativos a pedido de quem diz ser do banco, mesmo que a história envolva “proteger” ou “bloquear” o dinheiro.
- Não clique em links recebidos por mensagem, SMS ou e-mail.
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Use as travas de segurança: ative a autenticação em dois fatores e, no aplicativo do banco, reduza o limite do PIX, principalmente no período noturno.
- Confira o extrato com frequência e ative as notificações de movimentação.
Caiu no golpe? Aja rápido
- Ligue imediatamente para o banco e peça o bloqueio da conta e dos cartões.
- Registre boletim de ocorrência (na delegacia ou pela Delegacia Eletrônica, no site da Polícia Civil de SP).
- Peça ao banco a contestação das transferências e o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do PIX, que permite tentar bloquear e recuperar valores. Quanto antes, maiores as chances.
- Guarde prints de conversas, números de telefone, comprovantes e extratos.
- Se não houver solução, procure o Procon, o Banco Central (canal de reclamações) ou a Justiça.
Faça bloqueio no Serasa
Outra dica importante para as vítimas é o bloqueio do Score de pontuação para empréstimos no Serasa. O serviço é pago, mas ajuda a mostrar a lojistas ou bancos, por exemplo, que há algo de errado com o seu nome.
Consulte também no Gov.br se houve aberturas de empresas em seu nome. Faça o bloqueio do CPF para abertura de empresas.
Tudo isso ajuda instituições financeiras a não fazerem empréstimos indevidos no seu nome.

