Falsos funcionários de operadora de telefonia são presos em Várzea Paulista
Três homens foram presos em flagrante nesta terça-feira (3), em Várzea Paulista, suspeitos de furtar cerca de 180 metros de cabos de fibra ótica da empresa. O material, avaliado em aproximadamente R$ 4.500, foi localizado dentro de um dos veículos usados pelo grupo.
A ocorrência começou por volta das 11h20, quando guardas municipais em patrulhamento pela região da Vila Santa Terezinha avistaram dois carros parados com escadas sobre o teto e três homens colocando cabos de telefonia no interior dos veículos.
O grupo vestia uniformes com faixas refletivas e o logotipo de uma empresa de telefonia, simulando a prestação regular de serviços.
Desconfiados da atitude de recolher cabos cortados, os agentes passaram com a viatura e retornaram para a abordagem.
Ao perceberem a aproximação, os ocupantes do Renault Logan fugiram, enquanto o condutor do Fiat Argo branco foi parado e questionado.
Ele alegou prestar serviço para a Vivo, mas não apresentou crachá de identificação e também conseguiu escapar, seguindo o outro veículo.
Durante a perseguição, os ocupantes do Logan passaram a arremessar pedaços de cabos contra a viatura da Guarda Municipal na tentativa de garantir a fuga.
Uma equipe da Polícia Militar que acompanhava a ocorrência seguiu o Fiat Argo quando os dois carros se separaram.
Após alguns quilômetros, os guardas municipais abordaram o Logan na Rodovia Máximo Zamboto, onde estavam dois dos suspeitos, de 31 e 24 anos.
O Fiat Argo foi interceptado na mesma rodovia por uma viatura da Polícia Militar, com o terceiro integrante do grupo, de 18 anos.
No Logan foram encontrados os cabos de fibra ótica.
No Argo, os policiais localizaram ferramentas como alicates de corte, uniformes e equipamentos de proteção individual, incluindo capacetes e cintos de segurança com talabarte.
O representante da Vivo compareceu ao plantão policial e reconheceu o material como sendo da empresa, apontando prejuízo médio de R$ 4.500.
Os três homens, que trabalham como vendedores ambulantes e técnico de telefonia, foram indiciados por furto qualificado, crime cuja pena varia de 2 a 8 anos de reclusão, além de multa.
Na decisão que ratificou a prisão em flagrante, o delegado Carlos Alberto Abrantes destacou que a prática ultrapassa o prejuízo patrimonial da concessionária, atingindo infraestrutura essencial de telefonia e internet e podendo interromper serviços em residências, comércios, unidades de saúde e órgãos públicos.
O delegado também apontou que o grupo agia em concurso de agentes, com divisão de tarefas e uso de uniformes para dissimular a ação criminosa.
Como o crime é inafiançável na esfera policial, os presos foram recolhidos à unidade prisional da Polícia Civil de Campo Limpo Paulista e serão apresentados em audiência de custódia.
A autoridade policial representou pela prisão preventiva dos três. Os veículos, celulares e objetos pessoais foram devolvidos aos familiares, e os cabos, alicates, uniformes e equipamentos de proteção ficaram apreendidos. O escrivão Rafael lavrou o boletim.

