quinta-feira, 4, junho, 2026, 01:04
CIDADES

Ato em apoio a Bolsonaro reúne 125 mil pessoas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ato pró-Bolsonaro na avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 125 mil pessoas nesta terça-feira (7), segundo estimativa do governo paulista.

Em discurso diante de apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro repetiu as ameaças contra o STF (Supremo Tribunal Federal), exortou desobediência às decisões do ministro Alexandre de Moraes e desafiou quem o investiga. “[quero] Dizer aos canalhas que eu nunca serei preso.””Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou.”

“Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade.”

“Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha, deixa de oprimir o povo brasileiro.”

Ainda segundo o governo paulista, o ato contra Bolsonaro no vale do Anhangabaú reuniu 15 mil nesta terça.

Segundo o Datafolha, a lotação máxima do trecho Consolação-Paulista é de 1,5 milhão de pessoas –num cálculo intencionalmente superestimado, considerando sete pessoas por metro quadrado.

As duas vias têm, somadas, 216 mil metros quadrados.

A área medida pelo Datafolha incluiu bancas de jornais, árvores, canteiros e outros espaços que não são ocupados. O instituto usa imagens de satélite e fotos do alto para determinar quantos metros quadrados tem um determinado espaço.

Para o Datafolha, sete pessoas podem ocupar um metro quadrado, mas com pouca mobilidade, o que não ocorre em manifestações ao ar livre, por exemplo.

O instituto usou como referência o manual de cálculo de multidões feito pelo CEPD (Centro de Estudos e Pesquisas de Desastres), da Prefeitura do Rio.

O Datafolha calculou o público de diversas manifestações na avenida Paulista, em 2013, 2015 e 2016. O maior deles, em 13 de março de 2016, reuniu 500 mil pessoas contra a então presidente Dilma Rousseff (PT).

No método de contagem desenvolvido pelo instituto, pesquisadores percorreram a avenida e mapearam a concentração de manifestantes em setores da Paulista divididos em quadrantes. Ao mesmo tempo, manifestantes também foram questionados sobre há quanto tempo estavam no ato.

Ações da PM durante o evento

A Secretaria da Segurança Pública informa que cerca de 140 mil pessoas participaram dos atos simultâneos realizados nesta terça-feira (7), na capital paulista. A estimativa do público foi realizada pela área técnica da pasta a partir do uso de imagens aéreas, análise de mapas e georreferenciamento, determinando a extensão dos atos tanto na região da Avenida Paulista (125 mil pessoas) quanto no Vale do Anhangabaú (15 mil pessoas), bem como nas áreas adjacentes.
Para garantir a segurança de todos os participantes, a SSP organizou um esquema especial de policiamento que custou mais de R$ 1,75 milhão aos cofres públicos. Ao todo, quatro mil policiais atuaram exclusivamente no patrulhamento relacionamento aos atos antagônicos a fim de proteger as pessoas, preservar patrimônios, garantir o direito de ir e vir, bem como o de livre manifestação.
O patrulhamento foi intensificado na capital logo nas primeiras horas da manhã, com ênfase nas estações de Metrô, terminais de passageiros e demais áreas de acesso aos atos. Em todo o Estado, mais de 27 mil policiais militares foram escalados para proteger a população.
Somente na capital paulista foram mobilizadas 1.400 viaturas, seis caminhões blindados (“guardião”), três veículos lançador de água, 20 cães, 100 cavalos e seis drones. Participam da operação ainda equipes dos Comandos de Policiamento da Capital (CPC), de Trânsito (CPTran), de Choque (CPChq), do Corpo de Bombeiros (CCB), além do CavPM com apoio de três helicópteros Águia.
Todo trabalho foi monitorado pelo sistema Olho de Águia, por meio de câmeras fixas, móveis, motolink e Sistema Olho Vivo, e acompanhadas diretamente da sala de Comando e Controle instalada no Centro de Operações da PM (Copom) pela cúpula das forças de Segurança e o Governador João Doria, o Procurador Geral de Justiça, Mário Sarrubo, o Defensor Público Geral, Florisvaldo Fiorentino Júnior, o Ouvidor Geral das Polícias, Elizeu Soares Lopes, entre outras autoridades e representantes da sociedade civil organizada.. As delegacias territoriais também foram reforçadas para atender a população.
Até às 16h30 não foram registradas ocorrências de grande vulto. Dentre as efetivadas, destaque para a prisão de dois criminosos responsáveis pelo furto de celulares na região da Paulista – 10 aparelhos foram recuperados -, uma pessoa foi encaminhada ao 2º DP por porte de arma branca e outra por porte de sinalizadores e fogos de artifício proibidos. Uma pessoa ficou ferida após a queda de um drone ilegal na Avenida Paulista e registrou ocorrência no 78º DP. Na Rua Líbero Badaró, uma pessoa foi flagrada com petrechos para a confecção de coquetel molotov. Ela foi encaminhada ao 8º DP.

 

CONTAGENS FEITAS PELO DATAFOLHA
Parada Gay (10.jun.12) 270 mil
Marcha para Jesus (14.jul.12) 335 mil
Parada Gay (2.jun.13) 220 mil
Manifestação no Largo da Batata (17.jun.13) 65 mil
Ato na avenida Paulista (20.jun.13) 110 mil
Marcha para Jesus (29.jun.13) 200 mil
Jornada Mundial da Juventude, no Rio (25.jul.13) 865 mil
Ato no vale do Anhangabaú (14.ago.13) 3.000
Ato na avenida Paulista (13.mar.15) 41 mil
Ato na avenida Paulista (15.mar.21) 210 mil
Ato na avenida Paulista (12.abr.15) 100 mil
Ato na avenida Paulista (16.ago.15) 135 mil
Ato no Largo da Batata (20.ago.15) 37 mil
Ato na avenida Paulista (13.dez.15) 40 mil
Ato na avenida Paulista (16.dez.15) 55 mil
Ato na avenida Paulista (13.mar.16) 500 mil
Ato na avenida Paulista (18.mar.16) 95 mil
Ato na praça da Sé (31.mar.16) 40 mil
Ato no vale do Anhangabaú (17.abr.16) 42 mil
Ato na avenida Paulista (17.abr.16) 250 mil