Três crianças tentam suicídio na região
Os profissionais da Educação de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista estão preocupados. Os pais devem ficar em alerta quanto às mensagens trocadas pelos filhos e o que eles levam nas mochilas. Em menos de 24 horas foram registrados três casos de crianças que tentaram suicídio nesses dois municípios.
Uma professora de escola de Campo Limpo Paulista percebeu os comportamentos estranhos de dois alunos de 14 anos e chamou os pais.
As crianças, ao serem levadas para o hospital tinham nomes de medicamentos que tomaram escritos nas mãos.
Uma das meninas tomou 20 comprimidos antidepressivos. Um garoto fez mistura de vários remédios.
A equipe médica do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista realizou procedimentos de lavagem estomacal e acionou os setores de Psicologia da instituição e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) da Prefeitura, para acompanhamento das crianças.
Já em Várzea Paulista, outra menina, de 11 anos, cortou com uma faca a tela de proteção da janela do quinto andar de um apartamento.
Funcionários do condomínio, guardas municipais e policiais militares tentaram convencê-la a sair do local.
Ela queria tirar a própria vida e foi conduzida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela disse que é amiga da menina que tomou os 20 comprimidos de antidrepressivos.
Suicídio coletivo
Os professores recebem frequentemente orientações para observarem comportamentos dos estudantes, sejam para verificar se sofrem algum ato de violência no ambiente doméstico ou no caso da corrente da “Baleia Azul” – que estimulava o suicídio.
Segundo uma das mães que foi atendida pela psicóloga no Hospital de Clínicas, a característica desses casos das últimas 24 horas na região é exatamente de “suicídio coletivo”, o que faz com que os pais aumentem a vigilância dos filhos, deixando medicamentos trancados em armários, verificando as mochilas deles e principalmente as mensagens trocadas com amiguinhos pelos celulares.
A Polícia Civil vai investigar os casos, para saber se alguém estimulou as crianças a praticarem esses atos.


