quinta-feira, 4, junho, 2026, 03:20
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Ex-secretário de Saúde, Casarin, é inocente e MP pede arquivamento de processo

No dia 15 de junho de 2020 o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi até a casa do ex-secretário de Saúde de Jundiaí e de Mauá, Luís Carlos Casarin, para cumprimento de mandado de buscas e apreensões. Na época o Gaeco investigava desvios nos recursos públicos do combate ao Coronavírus. Só agora, depois de tanto tempo, o próprio Ministério Público pediu arquivamento do processo por não encontrar indícios de irregularidades.

O ex-secretário de Saúde da gestão Pedro Bigardi em Jundiaí e que atuava em Mauá, disse em nota publicada nas redes sociais que teve a sua vida destruída e condenado antecipadamente pelas ações do MP.

A Prefeitura de Mauá emitiu uma nota na época defendendo o então secretário de Saúde, pela sua gestão e destacando que a cidade estava na “vanguarda do combate” à doença, com investimentos notórios que salvaram vidas.

Nota de Casarin

“No esteio da farsa da lava jato, que rasgou a Constituição e instituiu práticas de ditadura que se alastraram país afora, acabando com reputações e com a vida de pessoas julgadas e condenadas publicamente, também sofri um processo arbitrário, à época atuando como secretário municipal, que jogou meu nome no esgoto da mídia.

Diferente do trágico destino do Reitor Cancellier, ao menos sobrevivi.
A ação, arbitrária, desnecessária e injustificável marcou profundamente minha vida profissional e pessoal, trazendo impactos e sequelas irreversíveis em minha saúde, os quais sigo em tratamento.

Entraram em minha casa sem nenhum indício, materialidade ou sequer denúncia. Sem nada que justificasse a ação e sem saber o que procurar buscavam qualquer coisa que tivesse relação com a Prefeitura. Todos os meus pertences pessoais e eletrônicos foram levados, enquanto fui mantido sob ameaça armada.

Depois de mais de três anos, de muita dor e sofrimento, além de muito esforço para recuperar minha credibilidade profissional e voltar a trabalhar, depois de vasculharem tudo incansavelmente, fui totalmente inocentado e o processo, com todas as arbitrariedades e a inexistência absoluta de provas, foi arquivado a pedido, inclusive, do próprio Ministério Público que havia feito a acusação.

Meu pequeno patrimônio há 20 anos quando iniciei na área pública é exatamente o mesmo de hoje e todos os meus rendimentos estão e foram justificados como frutos exclusivos dos meus trabalhos. Já ocupei diversos cargos de direção em diversos níveis de governos em ambos os entes federativos, e nunca fui condenado por nada.

O delegado, em meu último depoimento disse “sinto muito doutor”, ao que respondi “não sou doutor e sentir muito infelizmente não irá mudar a violência e os estragos que ficarão marcados até o fim da minha vida”.

Em paralelo vamos na justiça buscar reparar danos pessoais, morais e materiais, incluindo cobrar os infelizes que disseminaram ódio nas redes e falsas acusações. Vamos lutar contra algumas injustiças, mas muitas marcas e cicatrizes seguirão comigo pelo resto da vida.

Não trago aqui o desenlace com a presunção de retratar minha imagem, destruída pela mídia à época que, aliás, não irá publicar nada agora sobre minha inocência. Tampouco venho me justificar ou me desculpar por erros que jamais cometi. Apenas compartilho o arquivamento de uma história injusta com os tantos amigos e amigas querid@s que sempre estiveram ao meu lado e nunca questionaram ou duvidaram da minha integridade. Para vocês, meu amor e minha gratidão.

Seguimos em frente com muito orgulho de nossas realizações e com ainda mais força. Nenhuma ameaça, nenhuma agressão, nenhuma bala são capazes de matar uma ideia ou um ideal.

Luís Carlos Casarin”