Criança de 7 anos tenta separar o pai que batia na mãe
Um homem foi preso em flagrante acusado de agressão e injúria contra sua companheira de 20 anos de relacionamento, em Cabreúva. O filho do casal de 7 anos entrou no meio da briga, para socorrer a mãe das agressões físicas que ela sofria.
O caso foi registrado após a Polícia Militar ser acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica na Rua Inglaterra, na zona rural do município.
Agressão motivada por ciúmes
De acordo com o relato da vítima, o companheiro, em estado de embriaguez, a agrediu com tapas e empurrões motivado por ciúmes.
Durante a agressão, ele a ofendeu com palavras degradantes, ameaçando ainda tirar-lhe os filhos.
A mulher conseguiu se defender revidando a agressão, desferindo tapas contra o agressor. A violência só cessou quando o filho do casal, uma criança de 7 anos, aproximou-se para tentar separar a briga.
Histórico de violência
Segundo depoimento, essa não foi a primeira vez que a vítima sofreu violência. Há cerca de seis meses, o companheiro a ameaçou com uma faca e a ofendeu com as mesmas palavras degradantes. Naquela ocasião, a vítima não prestou queixa por medo.
A vítima afirmou ainda que o companheiro é usuário de entorpecentes e frequentemente fica embriagado, comportamento que o torna mais agressivo. Ela manifestou medo dele e desejo de separação, pedindo que não volte para casa.
A mulher apresentava hematoma no lado direito do rosto, resultado dos tapas desferidos durante a agressão. Ela foi levada para avaliação médica e será submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
Acusações e medidas protetivas
O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, injúria e violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).
A vítima foi orientada sobre seus direitos e sobre a possibilidade de requerer medidas protetivas de urgência. Ela manifestou interesse em representar criminalmente contra o agressor e foi informada sobre o prazo de seis meses para oferecimento de queixa crime.
Um inquérito policial foi instaurado pela delegada Fernanda Monteiro de Souza.


