quarta-feira, 3, junho, 2026, 18:38
JUNDIAÍ

Leitora pede mais ônibus na linha Franco – Morato – Jundiaí

Moradores de Francisco Morato e Franco da Rocha que trabalham em Jundiaí enfrentam diariamente transtornos com a linha 601, operada pela empresa Rápido Luxo Campinas. Os usuários denunciam a ausência frequente de ônibus nos horários programados, causando atrasos no trabalho e prejuízos financeiros.

Uma trabalhadora de um hospital em Jundiaí, que prefere não se identificar, relatou a situação precária do serviço. “Dependemos dessa linha para trabalhar. Quase todos os dias chegamos atrasados porque o ônibus não aparece nos horários. Às vezes não tem ônibus de manhã e também não tem à tarde para voltarmos para casa”, desabafou.

Segundo os usuários, as reclamações já foram encaminhadas à empresa e à Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), mas não houve retorno. “É um descaso total com a população. Pagamos passagem cara, os ônibus são velhos e vivem quebrando”, afirmou a passageira.

A situação também afeta os motoristas, que trabalham sobrecarregados. “Os motoristas têm que dirigir, cobrar passagem, ouvir reclamações e ainda fazem dobras, trabalhando mais de 12 horas. Estão no limite, trabalhando cansados. Até que aconteça uma tragédia, ninguém toma providência”, alertou.

Os usuários relatam que a empresa alega priorizar determinadas linhas conforme a demanda do dia, deixando outras desassistidas. “Disseram que veem qual linha tem prioridade para colocar ônibus para rodar. Quer dizer que hospital, que é serviço essencial, não é prioridade?”, questionou a trabalhadora, que atua no turno noturno de 12 horas.

Sem alternativas viáveis, muitos passageiros são obrigados a arcar com despesas extras de transporte, como trem, para conseguir chegar ao trabalho. “Nem todos têm dinheiro para ficar pagando trem. O que falamos para o chefe? Que não teve ônibus e a linha não é prioridade?”, desabafou.

As prefeituras de Franco da Rocha e Francisco Morato ainda não se pronunciaram sobre o problema.

Os usuários pedem que as autoridades municipais e estaduais tomem providências urgentes para regularizar o serviço e garantir o direito de ir e vir dos trabalhadores da região.