CASO DE TORTURA EM JUNDIAI (Informações extremamente sensíveis)
*** ATENÇÃO ***
Essa reportagem é extremamente sensível.
Só continue a leitura se tiver certeza. Envolve criança.
O jornal está noticiando para que mães fiquem atentas aos seus filhos. Qualquer anormalidade acione a Polícia, procure ajuda.
**** MATÉRIA SENSÍVEL ****

Pai é gravado torturando bebê de 7 meses em Jundiaí
Um homem de 25 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (19) em Jundiaí, acusado de torturar sua filha de apenas sete meses.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial da cidade, o suspeito teria amarrado uma fralda na boca da criança para imobilizá-la e amarrado ainda a chupeta, causando risco de asfixia.
A prisão foi realizada após a mãe da criança, de 28 anos, enviar imagens das agressões à Polícia.
As cenas foram captadas por câmeras de segurança instaladas pela própria vítima no apartamento onde a família reside.
De acordo com o relato da mãe à polícia, o homem é dependente químico e tem comportamento alterado na ausência de substâncias entorpecentes.
Ela relatou que o companheiro profere ameaças constantes contra ela e tem condutas inadequadas com as duas filhas do casal, especialmente com a bebê de sete meses, que nasceu com sequelas que prejudicam seu desenvolvimento intelectual e motor.
Ao ser questionado sobre as imagens pelas autoridades, o homem alegou que a criança “não parava de chorar” e que suas ações de amarrar a fralda e a chupeta não tinham o objetivo de imobilizá-la ou causar sofrimento.
Segundo ele, como a bebê de sete meses não consegue sozinha recuperar e colocar a chupeta na boca quando ela cai, ele teria amarrado o objeto.
A autoridade policial considerou que o acusado “desconhece por completo ou dissimula seu comportamento” em relação à filha com necessidades especiais.
Durante o interrogatório, após ser cientificado de seus direitos, o homem optou por permanecer em silêncio.
O delegado, Marco Antônio Silva, responsável pelo caso, enquadrou a conduta como tortura.
O autor foi recolhido para uma cela e ficou à disposição da Justiça.
A mãe pediu Medida Protetiva e nunca mais quer a presença do companheiro.

