Polícia Civil monitora quase 2 mil alvos que praticam crimes cibernéticos
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo, monitora continuamente cerca de 1.988 alvos e, desde sua criação pelo Governo de São Paulo em 2024 até junho de 2026, contribuiu para o salvamento de 406 vítimas e de 1.108 animais envolvidos em desafios online. O núcleo atua na prevenção e investigação de crimes praticados ou planejados no ambiente virtual.
Criado para ampliar a capacidade de atuação da segurança pública no ambiente digital, o Noad funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. O núcleo reúne policiais civis, policiais militares e peritos digitais que trabalham de forma integrada no monitoramento de redes sociais, jogos online e fóruns.
A coordenadora do Noad, delegada Lisandrea Colabuono, destaca a importância da participação das famílias na prevenção de situações de risco envolvendo crianças e adolescentes na internet. “Conheçam seus filhos mais do que qualquer algoritmo. Hoje, o algoritmo sabe exatamente o que o filho de cada um de nós quer nas redes. Não deixe que uma rede social o conheça melhor que você”.
O objetivo do Noad é identificar situações de risco e intervir antes que crimes como estupro virtual, automutilação induzida, incitação ao suicídio e disseminação de pornografia infantil se concretizem. A equipe também acompanha ameaças e o planejamento de ações terroristas realizados no ambiente digital.
Por meio desse trabalho, o Noad identifica suspeitos e permite a adoção de medidas policiais para prevenir a ocorrência de crimes. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a atuação do núcleo permitiu à Polícia Civil impedir um possível ataque na Avenida Paulista que havia sido articulado no ambiente digital.
Outro exemplo de resultado da atuação do Noad é a prisão de uma mulher de 22 anos, no Maranhão, por conteúdo de ódio e incentivo a violência. O núcleo identificou interações entre a suspeita e um jovem de 18 anos antes de um episódio de violência no interior do estado. As análises apontaram que a mulher teria incentivado condutas violentas e demonstrado interesse em práticas semelhantes.


