segunda-feira, 26, outubro, 2026, 22:14
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Falso delegado exige R$ 22 mil de homem que “conheceu” jovem em página de namoro

Um morador de Jundiaí, de 40 anos, foi vítima de um golpe aplicado por WhatsApp em que criminosos se passaram por delegado de polícia para extorquir dinheiro sob a ameaça de uma falsa acusação de pedofilia.

A vítima teria conhecido uma jovem em página de namoro das redes sociais.

Nesta segunda-feira (26), recebeu mensagem de um número com DDD 51, cujo remetente dizia ser delegado de polícia.

Na mensagem, o suposto delegado afirmou que o homem estava conversando com uma menor de idade.

O golpista acrescentou que o pai da suposta adolescente estaria na delegacia registrando uma queixa por pedofilia e que, para sair da acusação, a vítima teria de pagar R$ 22 mil.

Sem o valor total, o homem acabou enviando R$ 1.500 por Pix, como parte do pagamento, para uma chave vinculada a uma conta em nome de outra pessoa. Depois disso, continuou sendo cobrado pelos criminosos.

Durante as conversas, o falso delegado orientou a vítima a não comentar o assunto com ninguém. Desconfiado, o homem decidiu procurar o distrito policial por conta própria e confirmou que tudo não passava de uma fraude.

O caso foi registrado como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, com autoria desconhecida, no 6º Distrito Policial de Jundiaí.

O boletim foi digitado pelo escrivão Anderson e a equipe é chefiada pelo delegado Paulo Sergio Martins.

Como agir em casos de extorsão

  • Interrompa o contato imediatamente. Não responda, não negocie e não tente “resolver” a situação pela conversa. Quanto mais diálogo, mais informação o criminoso usa contra você.
  • Não faça nenhuma transferência ou Pix. Desconfie de qualquer cobrança urgente, de autoridade que pede dinheiro por aplicativo ou de valor apresentado como “acordo” para evitar processo ou acusação.
  • Saiba que delegacia não cobra nada. Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Justiça nunca pedem pagamento por WhatsApp, telefone ou Pix. Intimação e cobrança oficial seguem procedimento formal, com documento e número de processo.
  • Guarde todas as provas. Salve prints das conversas, o número de telefone do golpista, a chave Pix usada, os comprovantes de transferência e o horário dos contatos. Não apague a conversa do aplicativo.
  • Registre o boletim de ocorrência. O registro pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia ou pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. Leve os dados da conta que recebeu o valor.
  • Avise o banco na hora. Informe a instituição financeira sobre a fraude e peça o bloqueio do recebedor. Existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que tenta reaver o valor transferido por Pix em casos de golpe.
  • Nunca compartilhe códigos nem faça vídeo com a tela aberta. Códigos de verificação, senhas e aplicativos de acesso remoto são as principais ferramentas usadas para esvaziar contas bancárias.
  • Se houver ameaça, procure a delegacia imediatamente. Extorsão e ameaça são crimes e devem ser registrados separadamente. Em situação de risco imediato, acione o 190, do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
  • Conte para alguém de confiança. O isolamento é parte da estratégia do golpista. Falar com família, amigos ou com a própria polícia é o que normalmente interrompe o golpe.