Movimento protesta contra Reforma Previdenciária e cobra uma posição de Miguel Haddad

Acompanhando a convocação das centrais sindicais de todo o Brasil, o Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e região realiza nesta quarta-feira (15/3) um grande ato em protesto à Reforma da Previdência no calçadão da Barão de Jundiaí, a partir das 9 horas.

O Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí, que já conta com 16 entidades, protocolou ofício solicitando audiência com o deputado federal Miguel Haddad (PSDB) para debater a Reforma. “Queremos saber qual é a posição do único deputado representando nossa região”, informam os sindicatos. Miguel Haddad tem até o dia 15 de março para responder se receberá ou não o Movimento em audiência.

As centrais confirmaram a realização de manifestações em todo o país no dia 15 para impedir a aprovação da PEC 287 que “inviabiliza a concessão de benefícios, representando, na prática, o fim da aposentadoria para milhões de brasileiros”. A subsede da CUT em Jundiaí informa que também haverá ônibus disponível para os interessados em participar da manifestação que acontece em São Paulo.

Em reunião do Movimento Intersindical realizado no último dia 10, a presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí e região, Fé Juncal, disse que a unidade da luta é fundamental contra este que, junto com a reforma trabalhista, é o maior ataque aos direitos dos trabalhadores e aposentados. “Precisamos com urgência alertar a sociedade brasileira sobre o real objetivo desse retrocesso disfarçado de reforma. A população precisa saber que a meta do governo Temer  é privatizar nossa Previdência, retirando direitos históricos e enriquecendo bancos e grandes empresas que estão de olho nesse dinheiro que é do trabalhador brasileiro”, afirma.

O diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Antonio Cortezani, lembra que a aprovação da Pec 287 também vai atingir quem já se aposentou. “Além de exigir idade mínima de 65 anos para se aposentar e 49 anos de contribuição para a Previdência, o governo vai também desvincular o aumento da aposentadoria do salário mínimo. O mote deles é acabar com a previdência pública para dar lugar à previdência privada”, disse Cortezani. O diretor informa que durante o ato, o Movimento Intersindical fará uma pesquisa para consultar a população sobre o tema.

 

Serviço:

Ato contra a Reforma da Previdência

Dia 15 de março

9 horas

Calçadão da Barão de Jundiaí – em frente ao banco Santander

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