Reforma do Centro das Artes será retomada

Representantes da Prefeitura e da Union Projetos Industriais, vencedora da licitação para elaboração do projeto de reforma do Centro das Artes, realizam, até a conclusão do projeto, reuniões semanais no local, a fim de adequar as diretrizes do projeto às demandas técnicas e cênicas do espaço. A elaboração do documento é a primeira etapa da reforma do Centro das Artes e antecede as obras propriamente ditas. A reforma do espaço integra o pacote de melhorias viabilizadas pelo programa Avança Jundiaí. Entre as licitações para o projeto da reforma e as obras estão previstos R$ 4 milhões em investimentos.

Nesta sexta-feira (17), representantes das Unidades de Gestão de Cultura e de Infraestrutura e Serviços Públicos da Prefeitura, realizaram mais uma reunião no local, acompanhados do gerente de projetos, arquiteta e do cenotecnista da empresa, e discutiram, entre outros aspectos, questões de acessibilidade, destinação de espaços conforme o uso adequado e melhorias de camarins para os artistas que usarem o local.

Segundo o gestor de Cultura, Marcelo Peroni, as reuniões têm como finalidade adequar, de maneira prática, a elaboração do projeto à realidade da obra e do espaço. “Estes encontros visam realizar as adequações necessárias no projeto para que ele não incorra nas mesmas falhas do projeto inicial. A ideia é concluí-lo, para que então ele passe pela apreciação do Conselho e, então, abrir o processo licitatório para a execução da obra”.

Com a reforma, o espaço se tornará acessível e contará com salas de espetáculos, dentre elas a Sala Glória Rocha, além de salas ensaios, centro de exposições, cafeteria, camarins, banheiros e elevadores.

 

Histórico

O Centro das Artes está fechado desde 2013. Até dezembro de 2016, somente 22% das obras iniciadas no ano anterior tinham sido realizadas. A empresa responsável pela reforma à época propôs então, em julho de 2017, o distrato amigável do contrato por conta de atrasos nos pagamentos por parte da antiga administração municipal. Indicada a ausência sem prejuízos aos cofres públicos, o distrato foi aceito pela Prefeitura, uma vez que foram também apontadas falhas na licitação, no memorial descritivo e no projeto executivo e a Unidade de Cultura optou por introduzir também um projeto cênico que considerasse as demandas e expectativas da classe artística da cidade.