Criminoso de facção pede cela segura ao ser preso

O homem de 26 anos, que pertence a uma facção criminosa da Bahia e um dos mais procurados daquele estado, pediu à Polícia Militar que encaminhasse ele para uma cela “segura”, porque está jurado de morte.

O criminoso foi preso pela Força Tática na Avenida da Uva, durante uma abordagem. Ele disse que estava sem os documentos e saiu da Bahia para procurar emprego em Jundiaí.

Com a experiência profissional dos policiais militares e a tentativa clara de esconder alguma coisa, entenderam que algo estaria errado e passaram a realizar buscas em sites, pelos crimes mais comuns praticados por foragidos da Justiça, nome da cidade e do abordado, sendo localizada uma foto que era condizente com o detido, apontando como sendo um dos criminosos mais procurados do Estado da Bahia.

Realizado contato com a Polícia Civil do Estado da Bahia, através da 25° Coordenadoria de Polícia do Interior, do município de Euclides da Cunha, Bahia, que foi imprescindível, não medindo esforços para subsidiar os policiais militares com informações sobre o criminoso, inclusive, revelando que o detido é um dos chefes da facção criminosa baiana, conhecida por Katiara. Uma facção extremamente violenta com as suas vítimas.

O criminoso de 26 anos de idade, possuí pedido de prisão em aberto pelo crime de homicídio e ainda é investigado por dezenas de outras mortes, algumas com mutilações e decapitação, considerado de extrema periculosidade, aterrorizava a população pela violência que agia no norte do sertão baiano.

Diante da farta quantidade de informações, o criminoso foi conduzido ao plantão policial de Jundiaí, onde foram realizadas mais pesquisas e confirmada todas as informações anteriores, sendo elaborado boletim de ocorrência sobre a captura de procurado, permanecendo à disposição da Justiça.

Durante o procedimento, o detido confessou a sua relação com a facção criminosa baiana e solicitou que seja mantido em cela segura, pois havia fugido do município de Euclides da Cunha, BA, para Jundiaí, SP, pois estava jurado de morte pela facção criminosa paulista.