A cara da depressão

Tristeza profunda, pensamentos negativos, baixa autoestima, culpa, estresse e alterações e no apetite e no sono são sinais de uma doença silenciosa e que merece mais da nossa atenção.

Trata-se de um processo neuroquímico, no qual os portadores deste mal têm alterações nos neurotransmissores cerebrais envolvidos na sensação de bem-estar. Enquanto nas pessoas com química cerebral normal essas substâncias enfrentam baixas temporárias em momentos de tristeza, no deprimido elas estão sempre no chão.

Com isso, os sintomas mais comuns são a sensação persistente de tristeza, falta de prazer, alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, comportamento diário ou autoestima. Também pode ser associada a pensamentos suicidas.

Temos a ideia de depressiva, aquela pessoa acamada que não consegue fazer nada, mas essa não é a única cara da depressão. Muitos trabalham, estudam e realizam suas atividades diários sem qualquer prazer ou motivação para tal, apenas fazem. É o que chamamos de depressivos funcionais, que embora sejam produtivos, sofrem e muito para esconder a condição em que estão.

É uma doença seríssima, com várias faces e altamente incapacitante que precisa ser levada a sério e não encarada com preconceito, carregando rótulos como: “frescura”, “uma fase que logo passa” ou, ainda, “doença de preguiçosos”. Estigmas como esses, levam as pessoas negligenciarem os próprios sintomas e negar ou até mesmo esconder que precisam de ajuda, e neste momento, a família e amigos podem auxiliar na identificação dos sintomas e no tratamento da depressão, pois a maioria dos acometidos pela doença, não tem “forças” para buscar ajuda.

Juliana Romêra Santucci – Psicóloga – CRP 103.438