Adriana foi morta com 16 golpes de faca

A auxiliar de informática Adriana Aparecida da Silva, de 42 anos, foi morta na avenida São Paulo, 1.344, na Vila Progresso, em Jundiaí, na tarde desta quarta-feira (19) com 16 golpes de facas. O assassino, o borracheiro Clayton Ribeiro, de 42 anos, vinha assediando a vítima há algum tempo.

O patrão dela disse para a Polícia Civil que a funcionária contou para ele que pretendia mudar o caminho que fazia devido o assédio do borracheiro.

Ela chegou a comentar para o borracheiro que era bem casada, para despistá-lo.

Mas a perseguição se tornou insuportável. Ele dizia para ela que o “coração disparava” quando a via.

Uma testemunha contou ao “Jornal da Região” que a vítima estava pilotando sua Jog – que tinha acabado de comprar -, quando o borracheiro entrou na frente dela em uma lombada e pegou no guidão da moto.

Para se ver livre do assassino ela chegou a abandonar a moto e correu alguns metros, até cair na calçada.

Clayton passou a desferir vários golpes de facas. Foram 16 golpes de acordo com o Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Científica.

 

 

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem dando “gravata” com os braços e segurando Clayton, até que outros moradores e pessoas que passavam pelo local o amarraram nas mãos e pés com uma corda.

Clayton ficou na calçada por algum tempo, até que os populares se revoltaram ao saber que Adriana tinha morrido e começaram a chutá-lo.

Em outro vídeo nas redes sociais um morador que o conhecia pergunta “por que você fez isso com a moça?”. Até uma idosa se revoltou com a cena.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Prefeitura de Jundiaí foi ao local com uma equipe médica na UTI Móvel, da Unidade de Suporte Avançado (USA), com médico cirurgião. Mas ele constatou que Adriana estava em óbito.

Com a chegada da Guarda Municipal no apoio à equipe do SAMU, populares foram afastados do local e os socorristas prestaram atendimento a Clayton.

O autor do homicídio foi conduzido até o Pronto Socorro do Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo dele ficou no necrotério do São Vicente, aguardando a liberação por parte de familiar, para encaminhamento ao Instituto Médico Legal (IML).

O corpo de Adriana deve ser liberado pelos médicos do IML na manhã desta quinta-feira (20), para sepultamento em Jundiaí.

Velório de Adriana ocorre na Sala 3 do Centro e sepultamento marcado para às 14 horas no Cemitério do Montenegro.

Mesmo sendo área do 4º Distrito Policial, a poucos quarteirões da Delegacia, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), por envolver mulher.

A delegada Milena Fernandes Gallardo Anhe determinou a elaboração de boletim de ocorrência de feminicídio.