Celular de Cadu estava em local diferente dos PMs

A Polícia Civil de Jundiaí descobriu, por meio do rastreamento dos telefones celulares, que o aparelho do jovem Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, de 20 anos, o “Cadu”, estava em local diferente dos celulares dos policiais militares do 49º Batalhão, quando ele desapareceu.

O celular dele “apagou” no dia 27 de dezembro de 2019. Os locais são mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações, mas sabe-se que o rapaz estaria em lugar da cidade diferente dos policiais militares que o abordaram em um bar.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí vem trabalhando junto com a Corregedoria da Polícia Militar, Ministério Público e Justiça, para tentar esclarecer o desaparecimento.

Os policiais da DIG não entendem o motivo das testemunhas, que estavam em um bar durante abordagem da PM, não terem comparecido no prédio do Anhangabaú, para depoimento, para ajudar a esclarecer o caso. Já foram feitos vários pedidos.

Há muitos boatos passados à Polícia de que “Cadu” seria informante da Polícia Militar no Jardim São Camilo. Por isso ele era constantemente “abordado” e teria irritado alguns traficantes, após algumas prisões ocorridas no bairro.

A Polícia Civil também tenta buscar provas desse boato. Mas criminosos não colaboram com informações.

Há dois meses investigando o caso, a Polícia Civil esbarrou justamente na falta de colaboração das testemunhas, que não foram prestar depoimento na Delegacia do bairro do Anhangabaú, para formalizar as denúncias. O Ministério Público já ofereceu garantias de segurança para quem der informações concretas.

Cadu teve passagem criminal e, no dia da abordagem não era procurado da Justiça.

A Polícia Civil chegou a mobilizar cães farejadores para fazer buscas em locais onde chegaram denúncias de que o corpo estaria enterrado, na cidade de Jarinu e no São Camilo, mas nada foi encontrado.

Essa semana o site UOL publicou reportagem em que diz que a Polícia Militar abordou “Cadu” só porque ele era negro. já que no bar havia outros quatro brancos e isso “não fazia sentido”.