Jundiaí já tem 34 casos confirmados de dengue

Até esta quarta-feira (11), data da divulgação do Boletim Epidemiológico, Jundiaí conta com 310 casos de dengue notificados, sendo 34 casos confirmados (23 importados e 11 autóctones), 56 aguardam resultado e 220 negativos e descartados.

A incidência de doentes no ano passado teve como pico os meses de março a maio, mesmo período de grande registro no ano de 2015, outro ano com mais de 3 mil casos positivos de dengue. “Por isso, é necessário que a população faça a sua parte e elimine os inservíveis dos quintais, os pratos aparadores das plantas e os demais materiais que possam acumular água e servir para o mosquito transmissor fazer a colocação dos ovos”, alerta o gerente da Vigilância de Saúde Ambiental (VISAM), Carlos Ozahata.

Mesmo com o alerta, ao término do levantamento do Índice de Breteau (IB), que verifica a existência e a quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti existentes em uma região, a VISAM identificou a persistência da população em manter recipientes que podem se transformar em criadouros do mosquito no interior das residências.

Apesar de o valor do índice IB ter sido menor que o registrado no mesmo período do ano passado (1,7 em 2020 e 3,5 em 2019) o risco da ampliação nos casos de arboviroses permanece. Nas mais de 3,5 mil habitações trabalhadas foram localizados 4,5 mil artigos como pratos para plantas, latas, garrafas, frascos, baldes e pneus que possibilitam a postura e criação das larvas.

Apesar de todo o trabalho de conscientização e orientação realizado ao longo do ano pelos agentes comunitários de saúde e intensificado no período de chuvas com os técnicos da Visam, as pessoas ainda não mudaram os hábitos ou adotaram os cuidados contra as arboviroses como regra.

Durante as visitas para o levantamento do IB foram identificados 4.527 materiais com potencial risco para ser criadouros nas residências. “O número é igual ao registrado no ano passado, quando foram localizados 4.528 e tivemos mais de 2,8 mil casos confirmados de dengue na cidade”, alerta Ozahata.

Para a pesquisa do IB foi trabalhada área com 5.174 residências, com 3.591 vistorias, o que resulta na média de 1,3 objeto que pode acumular água por residência.  A média do ano anterior foi de 0,7 objeto por imóvel, ou seja, quase o dobro de um ano para o outro.