Dobram os focos de incêndios na Serra do Japi durante o inverno

Durante o inverno, com a menor incidência de chuvas em boa parte do Brasil, aumentam significativamente os focos de incêndios em vegetação, e que poderiam ser evitados. Na Serra do Japi, por exemplo, o maior patrimônio ambiental da Região tem um crescimento médio de 100% nos registros de queimadas nesta época do ano, na comparação com o verão, quando as chuvas são constantes.

O dado é da Divisão Florestal da Guarda Municipal de Jundiaí, que informa ainda que de janeiro a julho deste ano foram combatidos 150% mais incêndios do que nos primeiros sete meses de 2019 (25 contra 10).

O inspetor Adilson Marestoni chefia a Divisão Florestal da GM e alerta que são várias as causas destes focos, desde uma bituca de cigarro jogada na beira da estrada à queima de lixo ou galhos de árvores podados nas propriedades da serra.

“Visitantes e moradores devem ter consciência do perigo de se queimar mato ou lixo em época de estiagem. A Guarda Municipal, com ajuda do Corpo de Bombeiros, combate as chamas e vem realizando regularmente, durante a pandemia do Novo Coronavírus, ações de barreira sanitária para, de forma educativa, orientar as pessoas para que não queimem mato ou lixo onde há vegetação seca, usem máscara e mantenham distanciamento social”, revelou Adilson.

Juntas, a GM e a Polícia Militar já fizeram 80 ações do tipo no bairro Santa Clara em 2020. Além disso, foram apreendidos dois balões nos sete primeiros meses deste ano, contra seis nos 12 meses de 2019.

A Divisão Florestal da GM é auxiliada pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Corporação, através da utilização das câmeras de monitoramento que visualizam possíveis focos de incêndios e a passagem de balões pela cidade.

No mesmo dia
Na última segunda-feira (27), a Guarda Municipal de Jundiaí atendeu uma ocorrência de fogo na Serra do Japi, nas proximidades do Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, a poucos metros da Reserva Biológica. O primeiro foco foi controlado por volta das 13h, mas depois descobriu-se um segundo foco, que na verdade era decorrente do anterior, de acordo com a GM. Cerca de 10 mil metros quadrados da serra foram atingidos.

“A suspeita é que uma bituca de cigarro jogada em local de mato seco provocou o fogo. Isso tem que ser evitado, assim como a queima de mato, lixo ou de galhos podados de árvores em regiões de vegetação. Para tirar dúvidas ou denunciar fogo na Serra do Japi o munícipe deve ligar para os telefones 153, da Guarda Municipal, ou 193, do Corpo de Bombeiros de Jundiaí”, completou o inspetor Adilson Marestoni.

A superintendente da Fundação Serra do Japi, Vania Plaza Nunes, lembra que muitas pessoas, tanto moradoras de Jundiaí e Região como turistas, seguem frequentando o local durante a pandemia, descumprindo o isolamento social indicado para evitar a contaminação pelo Novo Coronavírus e a lei ambiental.

“Estas pessoas vêm entrando em grande número pelos bairros Santa Clara e Eloy Chaves, e várias delas fazem aglomerações e sujeira na serra. Alguns ainda põem fogo na mata ao queimar lixo ou restos de vegetação, sem nenhuma ideia dos impactos que um incêndio em mata pode trazer. O fogo pode matar animais e insetos fundamentais para a existência da própria Serra do Japi. Nosso maior patrimônio ambiental deve ser frequentado com obediência à lei, bom senso e respeito à fauna, à flora e às medidas tomadas contra a COVID-19”, encerrou Vania.