Família Acolhedora abre inscrições para novos voluntários

Foi numa busca no site da Prefeitura sobre passeios monitorados à Serra do Japi que Juceli Oliveira descobriu o “Família Acolhedora”. O programa, vinculado à Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), trata do acolhimento de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar em residências de outras famílias voluntárias. Há pouco mais de um mês, Juceli e sua família dedicam seus cuidados e afetos a um bebê de cinco meses, o segundo acolhido pela família.

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“Nosso primeiro acolhimento durou um ano e foi uma menina, com quem ainda temos contato. Ela foi encaminhada para adoção e sua nova família nos escolheu para sermos os padrinhos. Já este segundo bebê, apesar de diagnosticado com probabilidade de problemas motores, tem se desenvolvido bastante. Acho que é graças ao carinho e os cuidados maternais que tem recebido, pois eu não conheço outra forma de se cuidar de uma criança senão como uma mãe”, comenta Juceli.

Juceli e Wilson têm uma neta e três filhos, dois deles casados e que moram fora do país. Sobre as dificuldades da despedida ao fim do acolhimento, o marido acredita na vitória do altruísmo. “Por causa do apego à criança, a despedida é sim sofrida. Mas me parece muito egoísta deixar de fazer o bem ao próximo com a desculpa de não querer sofrer. A criança se adapta muito rapidamente às suas novas realidades e vê-las bem faz a saudade passar. O sofrimento não se compara ao bem que o acolhimento em família pode fazer para a preservação e crescimento da criança”, pondera Wilson.

O serviço
A diretora do Departamento de Proteção Social Especial da UGADS, Ariane Rios, explica a atuação da Prefeitura por meio do serviço. “A UGADS compreende que a modalidade de acolhimento familiar é uma tendência mundial e traz inúmeros ganhos para as crianças e adolescentes, como a convivência familiar saudável, a sensação de proteção e o estabelecimento de vínculos afetivos fundamentais para o desenvolvimento emocional. Nesse sentido, temos apostado cada vez mais no fortalecimento deste serviço no Município e para isso contamos cada vez mais com a adesão de novas famílias voluntárias”.

Batizado no Município de “Travessia”, o serviço é voltado a pessoas que não estiverem na fila de adoção e estejam interessadas no acolhimento temporário, sob decisão judicial, de até dois anos. Os inscritos devem residir em Jundiaí, ter mais de 21 anos e não possuir pendências judiciais, problemas psiquiátricos e/ou dependência de substâncias psicoativas. Após a inscrição são realizadas entrevistas, visitas domiciliares e encontros de capacitação.

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Enquanto política pública de encaminhamento sigiloso, podem ser direcionadas para acolhimento provisório desde crianças recém-nascidas até adolescentes de até 17 anos afastados do seio familiar por determinação judicial por causas diversas, como negligência, maus tratos, uso de substâncias psicoativas, violência e abandono.
O serviço em Jundiaí fica na avenida Dr. Pedro Soares de Camargo, 587, Anhangabaú. Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (11) 4521-5550.