Passageiros ficam revoltados com paralisação

O leitor Pedro Gonçalves dos Anjos enviou foto do Terminal Central de Jundiaí, na tarde desta sexta-feira (04), com multidão de pessoas esperando o fim do protesto dos motoristas de ônibus.

Ele disse que ficou uma hora sem ter como ir para casa. A população foi pega de surpresa com o movimento. A esposa dele, que estava no Terminal Vila Hortolândia também foi prejudicada.

Os motoristas dizem que pararam espontaneamente, porque tiveram redução nos salários com medida do presidente Jair Bolsonaro, na lei 14.020/2020, que permite às empresas redução de jornada e de salários.

Um motorista disse que parou porque o salário deste mês veio de R$ 600,00 e outro companheiro recebeu R$ 580,00. Já a esposa de outro motorista informou que ele não recebeu nada, devido descontos.

Um encarregado das empresas informou que houve a volta dos descontos dos bancos, de empréstimos consignados. O prazo de suspensão das cobranças feito pelo presidente Bolsonaro acabou e que cada trabalhador que tem dúvida sobre desconto deve procurar o Departamento Pessoal.

Paralisação política

O presidente do Sindicato dos Motoristas, Paulo Ataíde, afirmou que a paralisação foi política, prejudicando a população, sem seguir os procedimentos previstos em lei (com realização de assembleias, publicação de edital de paralisação e comunicação aos órgãos competentes).

Paulo disse que o Sindicato reuniu vídeos, fotos e postagens de candidatos a vereadores e até de um candidato a prefeito, para mostrar ao Jurídico da Prefeitura que o Sindicato não é responsável pela paralisação. “Nós somos do diálogo entre trabalhador e empresas”, comentou.

Quanto às reclamações dos trabalhadores, ele disse que foi em uma reunião nas empresas.

Os empresários assumiram compromisso de analisar os descontos e explicar o que ocorreu para cada um.

Paulo disse que vai fazer assembleia (legal) com os motoristas no final do turno desta sexta-feira, na porta das garagens, para explicar todos os procedimentos aos motoristas.

O presidente do Sindicato disse que tem muito candidato a vereador “se aproveitando” das questões trabalhistas da categoria, para fazer campanha eleitoral. “Quem acaba prejudicado é o passageiro e o trabalhador”, completou.

Nota da Prefeitura

“A Prefeitura de Jundiaí informa que está em dia com os pagamentos dos subsídios às empresas do sistema de transporte coletivo. Sabe-se, no entanto, que a tentativa de paralisação, na tarde desta sexta-feira (4),  é motivada por uma parcela de colaboradores estimulada pela ala de oposição do sindicato da categoria, em razão de motivações trabalhistas. A critério de informação, convém mencionar que a eleição da nova diretoria do sindicato será no dia 23 de setembro.

Diante da circunstância, técnicos da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) estão, neste momento, no Centro de Controle Operacional, localizado no Terminal Cecap, para acompanhar em tempo real a situação das linhas e reduzir os impactos no atendimento aos usuários.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jundiaí