quarta-feira, 3, junho, 2026, 21:41
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Pesquisa diz que risco de Covid é maior em casa do que no transporte

A Prefeitura da Capital e a Universidade de São Paulo (USP) realizaram em agosto um inquérito para apurar onde as pessoas correm mais riscos de contrair o Coronavírus: em casa ou no transporte coletivo. O resultado apontou que é em casa, onde há mais de cinco moradores. A explicação para o transporte coletivo ter menor número de contaminações foi porque o cidadão usa álcool em gel ao entrar nos ônibus e ao sair e, está sempre com a máscara de proteção. Em casa, já não existe tanto cuidado, pela sensação de segurança.

O inquérito foi publicado pelo Diário do Transporte, com todas as planilhas que podem ser consultadas neste link. 

Foto do Motoboy Xororó

Segundo o inquérito feito por pesquisadores renomados da USP com 3.217 domicílios da Capital, quem corre mais riscos são os desempregados, por estarem expostos nas ruas em busca de trabalho, com 18%.

Em casa, o índice de contaminação foi de 16%. No transporte público de 10% e quem fica em casa, no home office, chegou a 4%.

Os números podem ser consultados no site, em reportagem de Adamo Bazani, Jessica Marques e William Moreira.

A base de dados da pesquisa foi com 3.217 domicílios do inquérito de 472 Unidades Básicas de Saúde da Capital, no período de 18 a 20 de agosto.

SP registra 4ª semana de quedas de mortes

O Estado de São Paulo registra quatro semanas consecutivas com queda de mortes e internações provocados pelo novo Coronavírus.

Em todo esse período o número de novas mortes caiu 22%, de 252 para 196 na média diária.

Entre as internações, a redução foi de 17%, de 1.714 para 1.418 novos pacientes hospitalizados diariamente.

A tendência de descida nas médias diárias tem se mantido semanalmente.

Entre 9 e 15 de agosto, a média era de 252 novas mortes; baixou para 230 entre os dias 16 a 22 do mesmo mês; depois para 222, de 23 a 29 de agosto; e, desde 30 de agosto até 5 de setembro, para 196, representando uma queda de 12% somente nesta última semana.

Entre as internações, o número de pacientes internados nesses mesmos intervalos passou, respectivamente, de 1.714 para 1.605; depois para 1.498, chegando a 1.418 nesta última semana.

“Este é mais um resultado que reflete o êxito das medidas de enfrentamento à COVID-19 no estado de São Paulo. Seguiremos focados em salvar vidas, prover assistência e reduzir os índices da doença cada vez mais”, disse o Secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

As quedas foram registradas no decorrer dessas quatro semanas em todas as regiões.

Na capital, quanto aos óbitos, foi de 37%, caindo de 72 para 46 vítimas fatais nesse intervalo. Entre internações, de 603 para 497, ou 17% no período todo. A redução nesta última semana foi de 19% em novas mortes e de 4% em internações.

Na Região Metropolitana, foi de 31% em relação aos óbitos (de 119 para 83) e 20% quanto à média diária de pacientes internados (de 931 para 749). Já nesta última semana a queda foi de 25% em mortes e 2% em internações.

No interior e na Baixada Santista, a média diária de novas mortes foi reduzida de 130 para 114 (12%), e de 782 para 670 entre internações (14%). Na semana epidemiológica que terminou neste sábado teve crescimento de 2% em novas mortes e redução de 9% em internações.