Várzea precisa de hospital de verdade, diz Júnior Aprillanti

Ao lançarem a candidatura a prefeito e vice, o engenheiro Junior Aprillanti e o presidente da Câmara dos Vereadores Guilherme Zafani elegeram a Saúde como prioridade para Várzea Paulista, cidade com 123 mil habitantes e 55 anos de emancipação que não conta com um hospital de verdade e que há quase duas décadas não vê seus filhos nascerem ali por falta de maternidade.

“Falta tudo nesta área. Não temos um hospital, não temos médicos especialistas, não temos equipamentos e o pouco que tem está sucateado. Nossa gente está abandonada. Falar de hospital é só bandeira de campanha. Depois, ninguém entrega nada do que prometeu. Já chegaram até falar em Quarteirão da Saúde e Poupatempo de Saúde”, comenta o candidato a prefeito.

Por conta do descaso público, os moradores são privados de dois momentos marcantes. Não podem nascer na cidade e, inevitavelmente, nos últimos momentos de vida são levados para as vizinhas Jundiaí e Campo Limpo Paulista. Tudo porque o sistema de saúde de Várzea não está preparado para cuidar de sua gente quando ela mais precisa.

“Como deputado e secretário estadual, andei por muitas cidades do interior de São Paulo. Algumas com 10 ou 15 mil habitantes e com um hospital muito bem montado, capaz de atender dignamente sua gente. Aqui mesmo na nossa região vejo cidades bem menores do que Várzea, como Cabreúva, Louveira, Itupeva, todas com excelentes hospitais”, completa sua indignação.

Várzea Paulista é a segunda maior cidade da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e é a única entre as sete cidades que não conta com um hospital público.

O candidato a vice, Guilherme Zaffani conta que durante seus 25 anos nunca viu a cidade com um hospital público. “Antes havia a Amec, mas era particular. Ou seja, assim como eu, mesmo que a família seja de Várzea Paulista, o filho tem de nascer fora.”

Para ambos, isso contribui para a baixa autoestima do cidadão. “Precisamos fortalecer a autoestima de nossa gente. Cuidar das pessoas é dar condições de nascer na cidade,

estudar na cidade, comprar na cidade, trabalhar na cidade. E, na hora que precisar de atendimento médico, tem que ser aqui.”, afirma Aprillanti.

Segundo Aprillanti, a mudança tem de começar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Hoje a cidade conta com 13. “Esse é o caminho para o SUS. Tudo começa ali, nos bairros, nas UBSs, mas é preciso um atendimento com qualidade, visando a prevenção. Precisa ter médicos, precisa ter profissionais no atendimento”, avalia.

E até aponta uma das prioridades entre suas ações. “Quero uma Unidade de Pronto Atendimento funcionando na região norte. Precisamos cuidar melhor das pessoas.”

Orçamento

Apesar de sonhos arrojados, o candidato aponta também caminhos para conseguir o orçamento para tudo que planeja. “Vamos melhorar a arrecadação da cidade e também vamos trabalhar politicamente para buscar recursos estaduais e federais. Uma administração é feita de escolhas, de prioridades. Pintar faixas, fazer recapeamento de asfalto, cortar grama de praça no inverno, quando a grama não cresce, tudo isso é perfumaria. Obra eleitoreira.”

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