Estudante de Jundiaí ganha prêmio internacional de Arquitetura

O estudante de Arquitetura da Universidade de São Paulo (USP), Augusto Longarine, residente no bairro da Colônia, em Jundiaí, ganhou junto com o colega de trabalho, Luiz Sakata, o 1º lugar do Concurso Latinoamericano de “Soluções para Cidades e Comunidades Sustentáveis”. A dupla já havia ganhado a etapa brasileira do concurso promovido pelo Centro Brasileiro da Construção em Aço. Esse é o principal concurso para estudantes de arquitetura e urbanismo do Brasil.

Segundo Augusto, a ideia dele e do amigo que é de Bauru, foi de tornar os prédios em locais de desenvolvimento e sustentabilidade ao mesmo tempo.

A disputa foi acirrada, com estudantes de 18 estados brasileiros e 88 outras faculdades de arquitetura.

A proposta da dupla foi vencedora colocando o Brasil no topo dos projetos de arquitetura e engenharia, vencendo países como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e República Dominicana.

Luiz (à esquerda) e Augusto (à direita), ganhadores do prêmio de Arquitetura

Uso do aço

Augusto disse que o projeto principal foi com a utilização do aço e liberdade na criação de projetos de sustentabilidade.

” Nossa proposta teve duas abordagens do ponto de vista de um desenvolvimento sustentável. Primeiro, nós entendemos o Adensamento Urbano como indispensável para a sustentabilidade da ocupação humana no planeta, cidades que otimizem infraestrutura, que promovam a diversidade de usos, que reduzam o tempo dos deslocamentos, e que consequentemente privilegiem cada vez mais modais de transporte mais sustentáveis. Em segundo lugar, o nosso projeto buscou inaugurar a discussão da sustentabilidade não apenas na esfera do novo, das novas edificações, mas também do outrora já edificado, da cidade como ela é hoje, da cidade que foi construída ao longo dos últimas décadas, séculos. Como fazer com que a cidade já existente seja mais sustentável? Nossa proposta prevê a ocupação de vazios urbanos nos centros das cidades (espaços residuais, espaços vazios, lugares sem função social, empenas-cegas, coberturas ociosas, enfim, espaços abandonados)  como chave para uma cidade mais sustentável. Nós decidimos ilustrar todo esse conceito em duas empenas opostas, paralelas, uma delas a Empena do Edifício Copan, no Centro de São Paulo. Alí, propusemos um equipamento otimizador urbano: uma horta vertical cujos insumos básicos para a produção provém do próprio edifício “hospedeiro”, o edifício em que o edifício está anexado. A água que irriga o plantio da horta provém de um sistema de coleta e tratamento da água da chuva e também das águas cinzas condominiais que passam por um sistema de filtragem e o adubo vem da compostagem do lixo orgânico doméstico produzido pelo próprio condomínio. E a energia que alimenta todo esse edifício vem de um sistema de processamento de parte dos efluentes condominiais em biodigestores que tem como produto final o biogás. Toda a produção da horta seria escoada para o edifício menor, o edifício mais próximo do térreo urbano, onde propomos um mercado vertical, onde haveria a distribuição/comercialização dos itens. E por fim, o edifício como um todo conta também com uma circulação  pública aberta desde o térreo até a cota da cobertura do Edifício Copan, que hoje abriga um dos mirantes mais altos de São Paulo”.

Por ser um concurso de estudantes, não existem soluções em prática. O projeto é inovador na maneira com que lida com o contexto urbano, principal qualidade que o fez ganhar as duas etapas (brasileira e latinoamericana).

 

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