Associação Comercial de Jundiaí lamenta regressão

O município de Jundiaí, assim como o restante do Estado, retrocedeu para a fase amarela do Plano SP, que restringe horários de atendimento do comércio e capacidade de atendimento. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30), pelo governador João Dória.

Com o anúncio, a partir desta quarta-feira os estabelecimentos comerciais podem funcionar com restrições e estão limitados a atender com 40% da capacidade.

Ainda de acordo com o anúncio do governador, os estabelecimentos podem funcionar dez horas por dia. Eventos com público em pé estão proibidos.

O presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, Mark William Ormenese Monteiro, diz que este retrocesso é muito ruim para o comércio, principalmente neste período de Natal, a principal data para o varejo. “Entendemos que é necessário conter um novo avanço da doença na cidade mas é muito triste ter de reduzir a capacidade atendimento e não poder estender o horário de funcionamento, o que tradicionalmente ocorria todo mês de dezembro”, afirma. “Não é o comércio que estimula aglomeração, ao contrário, quanto mais horas as lojas ficam abertas, mais é possível pulverizar o atendimento. Não adianta fechar o comércio e as pessoas continuarem aglomerando em outros locais. Todos devem colaborar com os protocolos de saúde.”

A ACE Jundiaí aguarda as orientações do governo municipal sobre o funcionamento dos estabelecimentos durante esta fase.

A Prefeitura informa que só a partir de quarta-feira poderá adotar medidas.

ACSP também critica regressão

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) disse em nota que lamenta as decisões tomadas pelo governo do Estado de regredir para a fase amarela o Plano São Paulo. A nova determinação limita o comércio em 40% de sua capacidade, funcionamento máximo de 10 horas por dia e com horário de fechamento obrigatório até as 22 horas. A Associação esclarece que “vai cumprir com seu papel de orientar os comerciantes em relação a essas novas restrições”, mas tece críticas às determinações.

A ACSP defende que o comércio tem respeito às normas sanitárias e que “horários e capacidades restritivas do comércio podem aumentar as aglomerações do lado de fora das lojas”

A instituição diz que entendeu como aceitáveis as medidas tomadas pelo Governo do Estado junto ao comércio, no começo da pandemia, quando ainda não se sabia muito sobre a doença. “Agora, porém, a entidade acredita que este tipo de atitude não se justifica já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença”, diz a nota.

A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia.

Manifesto da Associação

1) Os comerciantes não podem ser mais uma vez penalizados, já que estão cumprindo todas as normas de segurança recomendadas pela Organização Social de Saúde (OMS) como o uso de máscaras obrigatórias para clientes e lojistas, medição de temperatura na entrada dos estabelecimentos comerciais e utilização de álcool gel para descontaminação.

2) Os varejistas estão orientando o público frequentemente a manterem o distanciamento social antes, durante e depois das compras.

3) Horários e capacidades restritivas do comércio podem aumentar as aglomerações do lado de fora das lojas, na medida em que as pessoas, inevitavelmente, sairão de suas casas para fazer suas compras de fim de ano, aumentando o risco de contágio da Covid-19. Lembramos que, do lado de fora das lojas, os comerciantes não têm autonomia para controlar o uso da máscara, o distanciamento social e a utilização do álcool gel como forma de prevenção.

4) Não há nenhum dado oficial que comprove a existência de números relevantes de contágio da Covid-19 no varejo entre pessoas.

A Associação Comercial de São Paulo deixa claro que entendeu como aceitáveis as medidas tomadas pelo Governo do Estado junto ao comércio, no começo da pandemia, já que a doença era desconhecida, a Saúde precisava se preparar para receber os pacientes e o varejo se inteirar sobre as formas de minimizar o risco de contágio da doença. Vale ressaltar também que, após entender as medidas de segurança, os comerciantes investiram recursos para a aquisição de materiais de proteção e de prevenção contra a Covid-19.

Agora, porém, a entidade acredita que este tipo de atitude não se justifica já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença. A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia.

Aos comerciantes, a ACSP deixa claro que vai continuar firme na luta para preservar seus direitos.