Educação mantém atendimento para estudantes que precisam

Alimentação, proteção, desenvolvimento socioemocional são os fatores principais para a manutenção das Escolas Municipais de Educação Básicas (EMEBs) abertas durante a Fase Vermelha, decretada em todo o Estado de São Paulo. Entre os serviços essenciais, as aulas realizadas em formato híbrido, com priorização das atividades ao ar livre com o desemparedamento, são regidas por protocolos sanitários aprovados pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) para a segurança de estudantes, equipes técnica e sociedade.

“Durante o mês de fevereiro, assim que as crianças retornaram às escolas, foi feita avaliação e constatada a importância das atividades para aqueles que estão em situação vulnerável. É perceptível a necessidade de socialização e das habilidades entre aqueles que não possuem acesso à internet ou não contam com apoios necessários familiares”, comenta a gestora da Unidade de Gestão de Educação (UGE), Vastí Ferrari Marques.

Neste momento, com a necessidade de redução de circulação das pessoas, aqueles que possuem condições de permanecer com as crianças em casa, desenvolvendo as atividades remotamente, a gestora orienta para que façam a opção, pelos 14 dias determinados para a Fase Vermelha. “Temos protocolos de sanitização específicos e aprovados por técnicos do CEC, fluxos determinados de entrada e saída, higienização das mãos, aferição de temperatura das crianças e uso de máscaras, além de uso de EPIs pelos profissionais. Tudo primando pela segurança de todos que realmente precisam e que estão com dificuldades de aprendizagem ou em situação vulnerável”, ressalta.

Aquelas famílias que não possuem acesso aos recursos tecnológicos para acessos as atividades remotamente podem buscar pela unidade escolar para a recepção das atividades de maneira impressa, assim como ofertado ao longo do ano passado. Ainda é importante frisar que, neste ano, além dos kits de livros oferecidos pelo Ministério da Educação, as crianças contarão com novos livros adquiridos pelo município.

De acordo com o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera, as investigações epidemiológicas verificadas pelas equipes ao longo destes quase 40 dias de retomada das atividades destacam a não contaminação de crianças ou adultos em ambiente escolar. “Todos os casos suspeitos são rigorosamente investigados, e, é possível afirmar que não houve contaminação intraescolar, ressaltando a confiabilidade dos protocolos seguidos”, resume.

Para o gestor da UGPS, o momento de restrição de circulação, ao longo de 14 dias, é essencial para queda no número de novos casos de contaminação por COVID-19. “Temos a segurança dos protocolos, mas é essencial que a população colabore. Quem tem a possibilidade de evitar o deslocamento das crianças nesta Fase Vermelha, que permaneça com as atividades de maneira remota, essencialmente para a redução dos casos e redução da pressão nos leitos dos hospitais”, resume.