Mata Ciliar recebe o dobro de animais silvestres durante a estiagem

O drama das queimadas nas áreas de mata durante a estiagem, ocasiona mais do que problemas respiratórios e de saúde para a população, mata animais que vivem nessas áreas e ocasiona a fuga de muitos, que acabam sendo vítimas de atraopelamentos, além de órfãos perdidos.

Segundo o setor de comunicação da Associação Mata Ciliar de Jundiaí, durante o período de estiagem a entidade costuma receber cerca de o dobro de animais silvestres resgatados, comparado com o período de chuva. Em 2020, por exemplo, a entidade recebeu 259 animais no primeiro semestre do ano, e no segundo semestre este número saltou para 780, aumento de mais de 200%.

Com as queimadas do Parque Estadual Juquery, entre Caieiras e Franco da Rocha, um ouriço foi resgatado e encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Associação Mata Ciliar. O animal chegou com as patas queimadas e necrosadas, além de intoxicado pelas fumaças. Ele irá passar por um processo de reabilitação com os veterinarios da entidade, mas a situação dele é grave.

Samuel Nunes, do setor de Comunicação da Mata Ciliar, informa que muitos animais morreram no local, porém a expectativa é que nas próximas semanas o número de animais resgatados aumente. “Os animais que não morreram durante o incêndio correm o risco de ser atropelados fugindo da área queimada”, alerta.

Na semana passada, uma Irara, espécie rara de animal silvestre, foi encontrada morta atropelada na região do bairro do Mursa, em Várzea Paulista. O Morro do Mursa, localizado na Serra dos Cristais, também foi vítima de incêndio criminoso.

Irara morta. (Foto: Divulgação)
Irara morta. (Foto: Divulgação)
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