Estudante de Medicina é vítima de sequestro e roubo pelo PIX
Um estudante da Faculdade de Medicina de Jundiaí, de 22 anos, foi vítima de sequestro e extorsão, na noite de quarta-feira (14), ao deixar o estabelecimento, na rua Francisco Telles.
Três homens armados renderam a vítima, entraram em seu carro e obrigaram a fazer saques e transferências bancárias pelo PIX. A vítima ainda não sabe a quantia que os bandidos descontaram de suas contas dos bancos Itaú e Santander.
Por duas horas os criminosos rodaram pela cidade, pararam em lojas de conveniência, para fazer compras e depois abandonaram a vítima em Campo Limpo Paulista.
O caso será encaminhado para apuração pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.
Outros casos
Desde sexta-feira, dia 9, há uma onda de sequestros na região com quadrilhas roubando as vítimas e fazendo transferências por meio do PIX.
O primeiro caso foi o de uma mulher de 64 anos que teve de sacar R$ 5 mil em dinheiro do Banco Itaú da Avenida Aderbal da Costa Moreira, em Campo Limpo Paulista, junto com os marginais.
Depois eles começaram a fazer compras de celulares no Shopping Alegria, em Várzea Paulista.
No final de quatro horas já tinham desviado da vítima quantia de R$ 11 mil.
Na segunda-feira, dia 12, criminosos sequestraram um comerciante de loja de veículos de Itupeva. Eles ficaram com a vítima das 18h40 até a manhã de terça-feira (13), fazendo saques diversos de contas de pessoa física e de pessoa jurídica. O carro da vítima foi abandonado no Botujuru, em Campo Limpo Paulista.
Na noite de terça-feira (13) o terceiro sequestro foi de um motorista que estava em comércio do bairro do Caxambu, em Jundiaí. Ele foi rendido por três assaltantes que o levaram para a Vila Real, em Várzea Paulista. Como não conseguiram fazer saques no bairro, foram até o Bradesco da Avenida Fernando Dias Paes Leme, onde sacaram a quantia de R$ 1.700,00. Em seguida pretendiam levar a vítima para cativeiro para continuar fazendo desvios de contas bancárias, mas passou uma viatura da Polícia Militar que procurava pela vítima. Os bandidos correram e a vítima foi em direção dos policiais pedindo socorro. Os marginais foram presos pela PM.
Ainda na terça-feira (13), um caminhoneiro, de 43 anos, foi vítima de sequestro, tendo permanecido por oito horas em poder de uma quadrilha que sacou todas as quantias que tinha nas contas correntes dos bancos Santander, Caixa, Itaú e Bradesco.
Os bandidos ainda levaram o seu caminhão, Scânia, modelo R 440 A6X2, com placas de Santana de Parnaíba.
De acordo com depoimento da vítima para o delegado Leonardo Pontes Montenegro, do Plantão da Polícia Civil de Jundiaí, o caminhoneiro dirigia pela Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Ao passar pelo pedágio de Cabreúva ele foi cercado por dois carros e obrigado a sair do caminhão.
Os bandidos o levaram para um cativeiro, onde permaneceu por oito horas refém.
Na tarde de quarta-feira (14), na Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, um motorista, de 35 anos, de Cachoeiro Itapemirim (ES) dirigia o seu Volvo/VM 270 6X2R pela Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli, a estrada de Jundiaí a Itupeva, por volta de 14 horas de quarta-feira (14), quando um Peugeot de cor prata buzinou avisando que a carga de granito estava caindo.
O motorista contou, no Plantão da Polícia Civil de Jundiaí, que parou o veículo no acostamento para verificar a carga, quando surgiu um Monza, de cor verde claro, de onde desceram três indivíduos.
Mediante ameaça com arma de fogo anunciaram assalto.
O caminhoneiro foi colocado no Monza e levado para um matagal, onde permaneceu até por volta das 22 horas.
O caminhão Volvo, placas RBI 5B45, foi levado pela quadrilha.
A vítima ficou nesse cativeiro sob ameaça de arma de fogo o tempo todo.
Disse que só no final da noite é que o levaram para uma estrada, deixando-o embaixo de uma passarela.
Veio a saber que era a Rodovia João Cereser, na Vila Hortolândia, em Jundiaí.
Os marginais levaram sua carteira, com todos os cartões bancários, nota fiscal da carga de granito, telefone celular, R$ 350,00 em dinheiro e talão de cheques.
A Polícia orienta a população a apagar os aplicativos de bancos dos telefones celulares, para dificultar a ação dos bandidos, durante um sequestro.


