Enfermeira do São Vicente promove treinamento para UBSs

No centro do cuidado, os pacientes atendidos em qualquer unidade do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) contam com o acompanhamento assistencial integral em todos os níveis de atenção, durante e após sua passagem pela instituição. O serviço garante que a saúde do usuário seja totalmente restabelecida, ofertando por meio das atividades ambulatoriais e de profissionais capacitados, uma recuperação mais ágil e segura. Desta forma, a organização, referência em alta complexidade para diversas áreas da saúde não só do município, mas de todo o país, recebe em seu Ambulatório de Ortopedia, pacientes operados, com procedimentos ortopédicos recentes e que necessitam do auxílio da equipe para manutenção de próteses, gessos, curativos, entre outros tratamentos.

Auxiliando no fluxo, mantendo a alta qualidade do serviço e a humanização do atendimento, o hospital conta com o empenho das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para estreitar o contato com o paciente e facilitar o acesso à saúde dos mesmos. Procedimentos e cuidados básicos com imobilização e fixadores externos, a famosa gaiola, já podem e são feitos nesses espaços. No último mês, a enfermeira Thais Fernanda Rocha Santos, foi convidada pela Prefeitura Municipal de Jundiaí, para ministrar um treinamento especial para os profissionais do posto de saúde. A solicitação foi alinhada junto com a enfermeira e apoiadora técnica de enfermagem da Prefeitura, Maria Gabriela Bortotto.

“A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde conta com várias linhas de atuação, abordando curativos, regulação, entre outros assuntos. Meu primeiro contato foi com a Fabiana Barrete de Alcântara, enfermeira e diretora do Departamento de Regulação em Saúde, que me orientou como poderíamos tornar esse fluxo melhor para o paciente. Depois, conversei muito com a Gabriela e ambas foram muito prestativas. Durante nosso contato, entendemos que alguns curativos feitos no HSV poderiam ser direcionados para os postinhos, tanto para otimizar e aumentar a produtividade da nossa unidade, quanto para o paciente, que teria esse recurso em seu próprio bairro, mais perto, sem necessidade de transporte e com pessoas que ele conhece e convive, inseridos no seu dia a dia. Entendemos que a relação de saúde também é de confiança”, disse Thais.

A comunicação efetiva entre as profissionais favoreceu o entrosamento entre Ambulatório de Ortopedia e UBS ao longo da implantação das mudanças. O treinamento de reciclagem dos colaboradores foi baseado em uma diretriz definida em documento, para que a orientação fosse padronizada e aplicada corretamente. “Participei de uma reunião técnica dos enfermeiros da Prefeitura para alinharmos tudo isso e capacitar as equipes para feridas ortopédicas e terapia compressiva. Muitas vezes a orientação é para que o paciente faça esse procedimento em casa, mas em muitos casos percebemos a presença de animais de estimação e algumas condições inapropriadas que comprometem o procedimento. Nosso objetivo é também minimizar os riscos. No treinamento tivemos a oportunidade de compartilhar experiências e aprendizados. Na comunidade do bairro está centralizada a informação, então isso proporciona um atendimento mais detalhado”, reforça a enfermeira.

O Ambulatório de Ortopedia realiza uma média de mil curativos por mês, mais de 30 por dia. São direcionados para a rede curativos não infecionados, permanecendo no Hospital São Vicente pacientes em acompanhamento com a Férula de Bohler Braun, tala para imobilizar ossos fraturados ou luxações, ataduras e gesso. “Após o quinto dia da alta o usuário volta para fazer a curativo conosco, o primeiro pós-operatório. Neste momento avaliamos, inclusive social e economicamente, se o paciente tem condições de continuar conosco, fazer o curativo na UBS ou em casa. Depois no 10º ou 15º dia da cirurgia, dependendo do quadro clínico, a pessoa retorna com o médico para uma nova avaliação e assim por diante”, explica Thais.

“É fundamental contarmos com essa parceria do município. Todas as ações de melhoria são validas e importantes para os pacientes que, já vulneráveis pela condição clínica, precisam utilizar os equipamentos de saúde da cidade. Estamos sempre atentos e disponíveis para atender essa demanda com planejamento e humanização”, finaliza a profissional.

%d blogueiros gostam disto: