quinta-feira, 23, julho, 2026, 20:22
SAÚDE

Mudança repentina de comportamento em criança levanta sinal de alerta

A Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) e a Escola Judicial dos Servidores (EJUS) do Tribunal de Justiça de São Paulo promoveram a palestra “Sexualidade na primeira infância: do esperado a possíveis riscos”.

O conteúdo foi exposto pela psicóloga Patrícia Leekninh Paione Grinfeld, especialista em psicoterapia de casal e família e idealizadora da plataforma “Ninguém Cresce Sozinho”. O evento, que faz parte do ciclo de palestras realizado pelo Núcleo de Interlocução de Políticas Públicas para a Primeira Infância (Nippi), foi mediado pela juíza Heloisa Helena Franchi Nogueira Lucas, integrante do Núcleo.

A palestrante explicou aspectos do desenvolvimento da sexualidade nos primeiros estágios da infância e as manifestações esperadas em cada fase, ressaltando que se trata de um processo natural de descobrimento do próprio corpo, mas diferente daquele experenciado na fase adulta.

Entretanto, a psicóloga ressaltou que é preciso cuidado com exposições exacerbadas e com a erotização precoce – condutas que atropelam fases do desenvolvimento. “Sempre que olhamos para uma manifestação sexual da criança, precisamos olhar a partir da criança, e não do adulto”, ponderou a psicóloga.

Patrícia Grinfeld destacou sinais de vivência abusiva, que indicam algum sofrimento ou risco psíquico, como mudanças de comportamento repentinas e informações ou atitudes sexuais incompatíveis com a idade. Além de ressaltar a importância da denúncia, a profissional frisou que a melhor forma de proteger uma criança é construindo um canal de diálogo, por meio do qual ela possa ser escutada, compreendida e orientada a como agir diante destas situações.

“A única forma de proteger uma criança é confiar nela para que ela confie em nós. Não há nenhuma maneira que não seja por meio do diálogo, da informação, da conversa e de atitudes”, concluiu a especialista.

Foto: Depositphotos