Faltam médicos, ambulâncias e vagas na UTI, no Hospital Paulo Sacramento
Neste domingo (12) pacientes reclamaram da falta de médicos no Pronto Socorro do Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí. Além disso, depois que a HapVida assumiu, as coisas se complicaram em outros setores. Familiares de uma paciente relatam a falta de ambulância e de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Catarina Pinto de Souza, de 89 anos, teve problemas cardíacos no Centro Médico da rua São Bento, durante consulta de rotina, no começo da tarde de quinta-feira, dia 9/01.
Ela teve de esperar uma ambulância da HapVida vir de São Paulo para Jundiaí a fim de fazer o transporte, por cerca de seis horas.
A ambulância chegou à noite.
Desde quinta-feira Catarina está em maca no Pronto Socorro, aguardando vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Minha mãe está internada no Paulo Sacramento. Ela ela veio do Centro Médico para uma consulta de cardiologista com batimentos a 130 e o cardiologista encaminhou para o pronto-socorro. Para chegar no pronto-socorro, demorou seis horas para mandarem uma ambulância para o Centro Médico porque ela não podia ser removida do Centro Médico por carro. No hospital, ela está desde quinta-feira na ala de emergência. Os batimentos não melhoraram e alegam que não há leitos na UTI. Que estão mandando prioridade para os casos graves, só que a paciente tem 89 anos, está estressada, nervosa ao ver acidentados entrando toda hora no Pronto Socorro. E não tem condições de continuar lá. Então, não tem leitos para atender os pacientes e nem ambulância. Então, a gente queria saber qual é a medida que o hospital vai tomar para resolver o caso, porque a gente não pode trazer a paciente para casa, porque tem que ser investigado o problema da paciente e não tem solução até o presente momento. E ainda há a alegação que só amanhã (segunda-feira) que vai ter pessoal disponível para solucionar. Só que a vida não espera a burocracia ser resolvida”, disse uma das filhas.
Resposta do Hospital
Nota à Imprensa
O Hospital informa que os atendimentos mencionados ocorreram em um momento de alta demanda sazonal, o que impactou temporariamente os fluxos nos prontos-socorros. Ressalta-se que a escala de profissionais médicos é continuamente ajustada para atender às variações de demanda, garantindo que todos os pacientes recebam acompanhamento médico contínuo e adequado conforme suas necessidades.
No caso da paciente C.P.D.S., atualmente internada na UTI, destacamos que, durante o período de espera para a liberação do leito de terapia intensiva, ela foi assistida na internação de emergência com monitoramento constante e estrutura completa. O setor conta com especialistas médicos, além de exames laboratoriais e de imagem necessários para o cuidado. A paciente esteve sob supervisão médica ininterrupta para assegurar a estabilização de seu quadro clínico.
A operadora conta com uma rede integrada e verticalizada, capaz de redirecionar pacientes para outras unidades, caso necessário, assegurando agilidade e eficiência no cuidado. Seguimos em contato com as famílias para oferecer suporte e acolhimento e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos.


