Mulher pega os filhos e vai até a Delegacia denunciar marido por maus tratos
Uma mulher compareceu ao plantão policial de Jundiaí para registrar uma ocorrência de violência doméstica contra seu companheiro. Ela relatou que a briga do casal envolveu uma filha pequena e houve discussão com a interferência de parentes, já que estava sendo agredida fisicamente.
Segundo o relato da vítima, o companheiro havia chegado do trabalho por volta de 13h, tomou banho, almoçou e foi descansar. Quando acordou, mostrava-se nervoso e não queria conversar. Após uma breve discussão que logo se encerrou, a mulher foi preparar a comida e lavar a louça.
Durante esse período, a filha do casal começou a “aprontar”, levando a mãe a chamar sua atenção. Conforme relatado, o companheiro sempre se incomoda quando ela repreende a criança, o que gerou tensão no ambiente.
Quando a mulher precisou ser mais ríspida com a filha em uma segunda ocasião, o homem se levantou da cama e se dirigiu até ela falando alto e de forma agressiva.
A discussão se intensificou quando ela disse que ele não deveria se intrometer, argumentando ser a mãe da criança e responsável por sua educação.
“Ele apontou a mão para o meu rosto, e eu segurei seu braço”, relatou a vítima.
O homem então teria dito que ela não deveria tocá-lo, pois sabia que, se fizesse isso, “levaria uma resposta”.
Agressão física
A situação se agravou quando a mulher tentou levar a filha, que já estava assustada e chorando, para o quarto para conversar.
O companheiro os seguiu e, chegando ao cômodo, a segurou “de forma agressiva”.
Para se defender, a vítima reagiu com um chute e gritou para que ele a soltasse. Uma tia, que estava na casa como testemunha, tentou intervir abrindo a janela do quarto e gritando para que ele a libertasse, mas o homem não a soltou imediatamente.
Saída da residência
Após ser liberada, a mulher decidiu sair de casa com as crianças. Quando disse à tia que iria ao mercado, o companheiro teria afirmado que, se ela pensasse em ir à delegacia, deveria avisá-lo antes “para que ele pudesse se preparar”.
A vítima reafirmou que iria apenas ao mercado, trocou rapidamente as crianças de roupa, vestiu a primeira roupa que encontrou, preparou uma mamadeira e saiu de casa. Ela teme retornar ao imóvel e encontrar o companheiro.
O caso foi formalmente registrado no plantão policial, onde a mulher prestou depoimento detalhado sobre os fatos ocorridos. A ocorrência será investigada conforme os procedimentos estabelecidos pela Lei Maria da Penha.
Cabine Lilás do 190
A Polícia Militar orienta as mulheres vítimas de violência a ligarem no telefone 190, a qualquer hora do dia e da noite.
O Comando de Policiamento do Interior (CPI) instalou no 190 a chamada “Cabine Lilás”, onde policiais femininas estão preparadas para dar todas as orientações para as vítimas. Elas também podem ser ótimas companheiras, para escutar tudo o que vem acontecendo, dando orientações inclusive de abrigos fornecidos pelo Poder Público.
PM inaugura no 190 a “Cabine Lilás”, para vítimas de violência


