Houve falhas na vigilância das 16 armas furtadas da Guarda de Várzea Paulista
A Prefeitura de Várzea Paulista registrou boletim de ocorrência na Delegacia local após constatar o desaparecimento de 16 revólveres calibre .38 SPL da armaria da Guarda Municipal. O furto foi descoberto durante vistoria periódica realizada no dia 28 de janeiro, mas a data exata da subtração permanece incerta. Nesta quarta-feira (04) o comandante da corporação, Dejair Pellini, foi exonerado do cargo.
Segundo o então comandante da Guarda ao delegado Carlos Alberto Abrantes, da Polícia Civil, as armas foram utilizadas pela última vez entre 19 e 24 de setembro de 2025, durante curso de formação de guardas municipais do município de Piracaia, realizado em parceria com a corporação de Várzea Paulista.
Após o curso, os 16 revólveres da marca Taurus foram armazenados dentro de uma caixa de papelão lacrada com fita adesiva e acondicionada no cofre da armaria, localizada na base da Guarda Municipal, na Rua Jaborandi, 160, Vila Tupi.
Falhas no controle
De acordo com o registro policial, um guarda municipal já teria visto a caixa aberta e sem lacre há aproximadamente quatro meses, quando o cofre estava aberto.
A informação levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança adotados pela corporação.
O boletim de ocorrência aponta que, devido à falta de efetivo e rotatividade de setores, vários guardas municipais foram escalados para responder pela armaria no período.
Entre os profissionais com acesso constante ao local estavam quatro guardas municipais.
A quantidade elevada de pessoas que manipularam o ambiente e a imprecisão da data do furto inviabilizaram a requisição de exame pericial para busca de impressões digitais.
Estrutura da armaria
O cofre da armaria é amplo, feito de alvenaria, com duas portas de aço diferentes e não comunicáveis.
O acesso é controlado por duas chaves tetra: uma em poder do comandante e outra com o armeiro responsável.
As armas subtraídas estavam em desuso, aguardando substituição por armamento mais moderno, e seriam preparadas para doação.
Os responsáveis se comprometeram a apresentar à Polícia Civil toda a documentação relacionada ao caso.
Existe um livro de registro de material de carga na armaria que indica os nomes de cada guarda municipal que esteve de plantão no local durante o período investigado.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) também foi acionada para apurar o caso.


